O novo Clube da Lanterna contra o povo brasileiro

Em 1953, Carlos Lacerda criou o Clube da Lanterna com o objetivo único de reunir interessados em desestabilizar o governo do presidente Getúlio Vargas

Nos últimos meses o governo da presidenta Dilma Rousseff tem sido sistematicamente atacado por grupos políticos interessados em desestabilizar a democracia brasileira e, através disso, alcançar objetivos pessoais e corporativos.

Ações como estas, que tentam de todos os modos quebrar a legitimidade garantida pelo voto popular, apesar de sórdidas, não são nenhuma novidade na política nacional. Em 1953, Carlos Lacerda criou o Clube da Lanterna com o objetivo único de reunir interessados em desestabilizar o governo do presidente Getúlio Vargas e, dois anos depois, usou toda a força deste sórdido grupo – incluindo aqui a manipulação da imprensa - para tentar impedir a posse do presidente Juscelino Kubitschek e defender uma intervenção militar no país.

Passados 60 anos deste último episódio, grupos conservadores tentam reeditar uma situação semelhante e, para tanto, lançam mão de táticas muito similares: promovem ataques constantes à presidenta, tentam criminalizar ações administrativas do governo, manipulam a imprensa para disseminar suas teorias conspiratórias e financiam falsos movimentos populares para dar legitimidade a seus atos.

O "vale-tudo" ao qual se referiu a presidenta esta semana virou prática corrente entre a oposição e pode ser percebido em cada declaração, em cada discurso e opinião emitida pelos membros deste novo Clube da Lanterna, cujo interesse maior é garantir o poder que lhes foi negado pelo povo, que de forma democrática e legítima elegeu Dilma para presidir o Brasil até 2018.

Ao se colocar contra a presidenta, impedir a realização de ações como o ajuste fiscal – que irá recolocar a economia pública nos trilhos – e tentar "congelar" o funcionamento do governo, este grupo se põe contra o povo brasileiro, pois se não impede, ao menos atrasa, a continuidade e a ampliação de programas como Fies, ProUni, Pronatec, Bolsa Família, Mais Médicos, Ciência sem Fronteiras, Minha Casa, Minha Vida e tantos outros que nos últimos 12 anos mudaram a vida de milhões de pessoas de norte a sul do Brasil.

Aceitar, de uma vez por todas, o resultado das urnas e zelar pela estabilidade do país é um dever da classe política, afinal nenhum deputado ou senador foi eleito para semear desesperança ou desordem, mas sim para trabalhar pelo bem comum da população e da democracia.

Não há jurídica ou tecnicamente nenhuma condição de se pedir o impeachment da presidenta Dilma, portanto, é preciso fazer contraponto a todo e qualquer movimento golpista, afinal, já vai longe a era dos golpes. O Brasil mudou para melhor; e vai continuar mudando.

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