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Mario Vitor Santos

Mario Vitor Santos é jornalista. É colunista do 247 e apresentador da TV 247. Foi ombudsman da Folha e do portal iG, secretário de Redação e diretor da Sucursal de Brasilia da Folha.

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O objetivo de Lira e da mídia de direita é impedir que o governo construa e consolide sua base

Após alguns meses de arrefecimento, ficam agora evidentes sinais de que a mídia de direita já entrou em modo de campanha permanente contra o governo Lula

Lula e Arthur Lira (Foto: Ricardo Stuckert/PR | Bruno Spada/Câmara dos Deputados)
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Uma olhada rápida no mais recente levantamento da cobertura da grande mídia mostra o viés avassaladoramente  oposicionista que toma conta do noticiário no oligopólio dos veículos da direita.

grafico


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O Manchetômetro, produzido pelo Laboratório de Estudos de Mídia e Esfera Pública (LEMEP) da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, computa uma  quantidade de textos das capas e páginas de opiniao dos quatro grandes jornais principais da mídia de direita e do Jornal Nacional da TV Globo.

O foco está nos textos de política e economia. Os textos são classificados segundo sejam  favoráveis,  contrários, ou  ambivalentes em relaçãoao governo.

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Como se pode ver no gráfico, a categoria mais frequente nas manchetes, editoriais e artigos opinativos é a da relação entre Executivo e Legislativo.

Essa modalidade inclui o noticiário sobre o desempenho da área de articulação política do Planalto e seu trabalho para a formação de uma base de apoio ao governo na Câmara e no Senado.

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Sobre esse assunto, na semana de 3 a 9 de junho, não houve nenhum, absolutamente nenhum, texto de capa, artigo de opinião,  editorial ou notícia do Jornal Nacional, publicada ou emitida nestes veículos considerada como  favorável ao governo no levantamento.

Vá lá que, como é habitual no início de qualquer governo, haja alguma descompasso neste relação tão complexa entre dois poderes, mas os números falam por si.

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A federação da mídia conservadora, logo depois das vitórias do governo no arcabouço fiscal e na aprovação da medida provisória de reorganização dos ministérios,  que vinham sendo negociadas há meses, não conseguiu emitir nem sequer um artigo ou reportagem de opinião que o Manchetômetro considerasse favorável ao governo.

Os artigos contrários superaram até a soma dos ambivalentes e neutros.

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Após alguns meses de arrefecimento, ficam agora evidentes sinais de que a mídia de direita já entrou em modo de campanha permanente contra o governo Lula. A situação comporta perigos potenciais, diante dos quais não cabe subestimação.

O objetivo principal da direita no momento é impedir que o governo construa e consolide sua base congressual.

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Para essa tarefa, incentiva e utiliza, como arma principal, as críticas do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira. Lira é hoje o solista da banda midiática, o tenor aclamado em cada nota, em cada coletiva, o guia genial a ditar o caminho no labirinto em que a eleição de Lula encerrou a direita.

Colunistas, articulistas,  editorialistas, repórteres usam diferentes motivos para tocar a mesma ladainha da "falta de base".

A cada vez, o dedo é apontado para diferentes responsáveis. O juiz, o autor do romance é sempre o mesmo, Lira, o que tudo sabe.

Diz Lira que a culpa é de Lula, pois este não se excluiu da eleição de 2026, a mídia de direita assina embaixo.

Ou ele descobre que a culpa é de Alexandre Padilha. A mídia dos ricos apalpa nervosa os celulares. Lira exige um, dois, mil ministérios,  a mídia conservadora baba como se estivesse diante de um arcanjo.

Lira diz que os ministros não podem ser candidatos, e os editores saem a se estapear por espaços nas manchetes. Crise! Os vendedores de crise estão a mil.

O que isso significa? Que mesmo que a relação Planalto-Parlamento fosse azeitada, e ainda não é, nenhum desses veículos admitiria.

Além disso, é fundamental notar que, a despeito de todos os sucessos parciais do governo, essa gente está na espreita para dar o bote na primeira chance. Seu maior trunfo vem a ser sua conexão com Lira, o líder da oposição.

Vale olhar para a instabilidade que se precipitou em torno do governo Gustavo Petro, na Colômbia.

Também no Brasil,  o governo tem pouca margem de erro, precisa agir com muita maestria, pois os inimigos já vislumbraram o caminho. Os ensaios já começam  e as intenções são as piores.

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