O ódio, a barbárie e o golpe final

Jair Bolsonaro não se preocupa em apresentar propostas para o país, reencontrar o caminho do crescimento econômico, geração de empregos, políticas públicas que possam mitigar os danos causados pela crise internacional e dar maior qualidade de vida ao povo brasileiro, porque está imbuído na implementação do projeto autoritário o qual acredita

O ódio, a barbárie e o golpe final
O ódio, a barbárie e o golpe final (Foto: Alan Santos - PR)

Jair Bolsonaro não se preocupa em apresentar propostas para o país, reencontrar o caminho do crescimento econômico, geração de empregos, políticas públicas que possam mitigar os danos causados pela crise internacional e dar maior qualidade de vida ao povo brasileiro, porque está imbuído na implementação do projeto autoritário o qual acredita. O presidente abdica de escutar os clamores do povo trabalhador, para garantir os interesses do grupo político que dá sustentação ideológica a sua política autoritária, conservadora e excludente.

Blindando-se atrás de um inimigo interno inexistente – o comunismo – e o mantra de ataque diário em seu twiter, lives no facebook e pronunciamentos contra o PT e o PSOL, ele suprime a verdade que é a sua total incapacidade de governabilidade nos marcos tradicionais da política brasileira. O presidente e seu séquito de terraplanistas querem elevar ao máximo as tensões no Brasil e no continente latino-americano, por isso a obsessão por uma guerra com a Venezuela, a outorga de “licença” para matar comunicada aos fazendeiros e o estímulo de atitudes violentas contra educadores, gays, negros e índios. O grupo político mais fiel ao presidente, com o qual ele se identifica, continua apregoado ao passado ditatorial e não consegue conviver com as liberdades pressupostas ao estado democrático de direito.

O desejo da família Bolsonaro e do grupo que a rodeia é criar no país um ambiente de total ingovernabilidade, um ambiente de violência descontrolada nas ruas para justificar a implementação de um projeto ainda mais autoritário do que o demonstrado até aqui. O corte de recursos para as universidades públicas pode ser um sintoma desse estímulo. É fato que a juventude é o extrato da sociedade mais impetuoso e suscetível a movimentações de massa, é também o espaço mais vulnerável e de mais fácil infiltração.

Bolsonaro, Moro, Guedes, Olavo de Carvalho, Onyx Lorenzoni, Eduardo, Carlos e Flávio Bolsonaro esforçam-se diariamente para empurrar as forças progressistas a uma condição de clandestinidade, todavia, há dias que a natureza da luta requer panos frios e acúmulo de forças.

O pacote Anticrime apresentado por Sergio Moro pode ser brincadeira ao que vêm por aí, caso logrem êxito em sua empreitada fascista. O sonho deles é não realizar eleições em 2022.

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