O ódio que o sustenta

Somos governados por um psicopata cuja maior pulsão é a de morte

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(Foto: Reprodução / @plnacional_)


Em evento de pré-campanha realizado no encontro nacional do Partido Liberal, em 27 de março de 2022, antes do prazo permitido pela legislação e cercado por membros do Centrão, com a presença do General Heleno que em 2018 os definiu como ladrões, Bolsonaro vomitou, em grandes golfadas, o ódio do qual se nutre.

Num só discurso conseguiu atacar os institutos de pesquisa, chamando-os de mentirosos, e a imprensa que divulga os resultados das mesmas. Disse com conhecimento de causa, pois sabe que mentira que elege presidente é facada planejada. 

Conseguiu também criar uma tosca teoria pela qual, no seu entender, os golpes não são jamais dados pelo Legislativo ou Judiciário, mas pelo Executivo quando o povo está desarmado. Como disse na escatológica reunião de 22 de abril de 2020, quer o povo armado, pois só assim não será escravizado. É bom lembrá-lo que com o povo armado não haveria golpe. Haveria guerra civil. É isso que pretende? É isso que parece estar pregando.

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 Segundo ele conta com um exército de apoiadores. Todos sabemos que seus apoiadores estão, ao mesmo tempo que as milícias, sendo armados por ele. Vivemos um clima de loucura, desgovernados por um psicopata que tudo destrói e cuja maior pulsão é a de morte.

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Revelou ter recebido um chamado divino para se candidatar em 2018 e afirma ser a encarnação do bem que vencerá o mal nas próximas eleições. Os laivos de sanidade que ainda, ocasionalmente, mantinha se tornam cada dia mais raros.

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Justificou o elogio feito ao Coronel Ustra, em seu voto por ocasião do impeachment da Presidenta Dilma, dizendo: "Eu não podia deixar um velho amigo, que lutou por democracia, que teve sua reputação quase destruída, sem deixar de ser citado naquele momento". Ustra é o mais notório de nossos torturadores que, se bem que impune criminalmente, foi pelo menos condenado no cível a indenizar algumas de suas vítimas. 

Por frases como esta, que são ditas com frequência num país que se habitou à impunidade garantida a torturadores, que como tal são seres sub-humanos, é que o Supremo Tribunal Federal deve, com urgência, realizar a reinterpretação da Lei de Anistia de 1979. Não podem continuar impunes, muito menos receberem tratamento de heróis, seres que infligem intencional e, muitas vezes, prazerosamente, dor ou sofrimento a uma pessoa. Não podemos esquecer que provocam em suas vítimas sequelas físicas ou psíquicas para o resto da vida, chegando, em muitos casos, a leva-las à morte. Essa conduta abjeta deve ser punida com rigor. Só a revisão dessa lei fará com que a prática, ainda rotineira, cesse em nosso país e deixe de ser louvada por um governante.

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A frase mais sábia dita neste ato foi pronunciada pelo General Augusto Heleno: “Vamos aguardar o fim deste filme, que eu tenho certeza que, graças a vocês, será glorioso". Sim, sem dúvida. Graças a nós, através da eleição de um ser humano dotado de raciocínio, sensibilidade e empatia o fim será glorioso. Tão glorioso que veremos Jair Messias descer a rampa algemado.

P.S. Com tantos ministros presentes no palanque senti falta do Ministro da Educação. Achei sua ausência uma indelicadeza de parte a parte.

Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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