O país de Bolsonaro envergonha o Brasil pelo doutor Ulisses pensado

Jair Bolsonaro, a figura nefasta e maldosa que está envergonhando o país, mas que teve o aval de 57 milhões de brasileiros segue em sua cruzada pseudo moral destruindo o Brasil, principal missão que norteia todos os seus atos

Jair Bolsonaro, a figura nefasta e maldosa que está envergonhando o país, mas que teve o aval de 57 milhões de brasileiros segue em sua cruzada pseudo moral destruindo o Brasil, principal missão que norteia todos os seus atos.

A destruição do Brasil como passamos a conhecê-lo a partir da Constituição Federal Cidadã, promulgada em 1988, mas pensada nos idos de 1986.

Eu me lembro que o assunto Constituição era, nas escolas, muito recorrente.

Eu ainda era adolescente, como tantos, que havia vivido a infância e a pré adolescência sob a égide de um regime de exceção e medo. 

Em 1986 passei a ouvir, quando da convocação da Assembléia Constituinte, entre outros o termo "Carta Magna", e achei o máximo que o Brasil pudesse, depois de uma ditadura militar que perseguiu, sequestrou, torturou, assassinou e desapareceu com os restos mortais de seus opositores, discutir os rumos a serem seguidos dali em diante pautado pelo diálogo, pelo amplo debate.

Era a essência da Democracia que eu queria, e começava a perceber no dia a dia, embora tímida, tal democracia.

Eu mesmo, naquele ano, fui candidato a presidente do Grêmio Estudantil da escola, em oposição a uma chapa composta por veteranos, mas essa é outra história.

Em 1988 o presidente da Assembléia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães (PMDB/SP),

entregou ao povo brasileiro o texto final da "Constituição Cidadã", como ele a chamou, ao som de suas históricas palavras:

"Declaro promulgado o documento da liberdade, da dignidade, da democracia, da justiça social do Brasil. Que Deus nos ajude para que isso se cumpra."

Desde então aconteceram inúmeros fatos que mudaram e moldaram o regime político do Brasil, para o bem e para o mal.

Na primeira oportunidade que tivemos para votar numa eleição para Presidente da República, depois de 29 anos tutelados por ditadores marechais e generais, grande parcela da população foi enganada pelo discurso "anti corrupção" de um candidato, quadro de um partido político inexpressivo (PRN), e que também inexpressivo governo realizava à frente do Estado de Alagoas.

A eleição de Collor é exemplo de que o Brasil errou e não pouco errou desde a promulgação da sua última Constituição.

Porém é inegável que a o documento da cidadania foi um grande marco civilizatório em meio a tanta injustiça social.

Não a erradicou é verdade e, longe disso, mas concorreu para diminuí-la.

Desde o golpe de 2016, que apeou do poder, da maneira mais hipócrita e criminosa possível a presidenta Dilma Rousseff, a Constituição Federal tem sido rasgada.

Em dados momentos a Carta tem sido sutilmente ignorada, e em outros, como no caso da aprovação da PEC que congela investimentos públicos em Saúde e Educação por vinte anos, rasgada de maneira aberta e  escancarada.

O cadáver digital Jair Bolsonaro, que jaz à frente do Governo Federal, tem como objetivo destruir qualquer resquício civilizatório que restou da Constituição Cidadã de 1988, e a Reforma da Previdência será talvez o ato final dessa cruzada criminosa.

Mas antes disso e tal e qual um zumbi, o cadáver digital tem sustentado uma cruzada pseudo moral contra todo e qualquer setor que se apresenta como minimamente progressista.

O propósito dessa cruzada é imposição de valores morais tais quais, supostamente, ele e sua quadrilha, alçada ao poder de maneira fraudulenta, possuem.

Não foi a toa o ataque que Bolsonaro fez ao Carnaval, expressão do que é de fato o Brasil e sua cultura popular.

Não é a toa o anúncio de uma versão de operação Lava Jato na Educação, lembrando que em sua primeira edição a tristemente célebre operação praticamente destruiu a Indústria Naval, e feriu mortalmente os setores de Engenharia e Construção Civil do Brasil.

A quadrilha Bolsonaro, sob a dissimulação de uma fé em um Deus hipotético, que a tal não possui de fato e com suas atitudes odiosas o renegam

A quadrilha Bolsonaro está tentando destruir a Constituição Cidadã que Ulisses Guimarães, tão diligentemente, pediu para que Deus ajudasse a cumprir, e que a protegesse.

"Mas sei, que uma dor assim pungente..."

Em 1969, quando começou a recrudescer a repressão da ditadura militar Elis Regina afirmou, com todas as letras, "que o Brasil era governado por gorilas."

Como castigo foi condenada, pelos defensores da moral e dos bons costumes à época, a cantar o Hino Nacional na abertura das Olimpíadas Militares.

Eu encerro esse texto parafraseando Elis, reeditando sua frase emblemática.

"O Brasil está sendo governado por gorilas".

E eu, ateu, evoco os versos de Agnus Sei, canção de João Bosco que Elis, com tanta maestria, eternizou:

"Ah, como é difícil tornar-se herói / só quem tentou sabe como dói / vencer satã só com orações…”

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