O Palácio da Alvorada virou uma imobiliária

O capital estrangeiro só consegue saquear os países porque contam com a ajuda das forças entreguistas que, em troca de 30 dinheiros, vendem seu país. Na visão do neoliberalismo subalterno do governo Temer, o governo tem de servir ao mercado e não ao país

29/08/2017- Brasília - DF, Brasil- O presidente Michel Temer embarca para a China onde fará visita de Estado ao país e participará da Cúpula do Brics Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
29/08/2017- Brasília - DF, Brasil- O presidente Michel Temer embarca para a China onde fará visita de Estado ao país e participará da Cúpula do Brics Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil (Foto: Benedita da Silva)

O governo golpista de Temer acaba de cometer o crime de lesa-pátria, ao anunciar o pacote de privatizações que é apenas uma forma dissimulada de desnacionalizar as nossas riquezas minerais e os nossos recursos energéticos. Como bem disse o ex-presidente Lula, que soube afirmar a nossa soberania nacional, "Parece que o Palácio da Alvorada é uma imobiliária".

Temer e seu governo entreguista estão vendendo o Brasil de portas fechadas e a preço de banana. Vale aqui relembrar a Carta Testamento de Getúlio Vargas de 1954: "Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. A Eletrobrás foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente".

As mesmas forças entreguistas que fizeram Getúlio suicidar são as mesmas que agora espoliam o povo e o Brasil. O capital estrangeiro vê a América Latina como neocolônia e sempre sufocaram com golpes e sangue qualquer tentativa de independência. Os Estados Unidos, em particular, consideram as enormes riquezas minerais e energéticas como suas reservas estratégicas. Por isso ameaçam a Venezuela soberana para retomar o petróleo, coisa que acabaram de fazer com o pré-sal brasileiro, ao apoiarem o golpe parlamentar contra a presidenta eleita Dilma.

Mas o capital estrangeiro só consegue saquear os países porque contam com a ajuda das forças entreguistas que, em troca de 30 dinheiros, vendem seu país. Na visão do neoliberalismo subalterno do governo Temer, o governo tem de servir ao mercado e não ao país.

Privatização significa eficiência, como se o desastre ambiental de Mariana, causada pela empresa privada Samarco, pudesse ser esquecido. A eficiência de uma empresa pública da área estratégica de produção de energia, como a Eletrobras, tem de ser medida do ponto de vista econômico-social e não exclusivamente pela margem de lucro privado.

Se o crime lesa-pátria da privatização da Eletrobras acontecer, o único resultado será a energia mais cara, mais termoelétrica, menos investimento produtivo, menos emprego e o fim do programa Luz para Todos. É a repetição do que ocorreu com o outro governo neoliberal, o de FHC, que priorizou as termoelétricas e criou o racionamento de energia.

E o que dizer da entrega de um pedaço da Amazônia do tamanho da Dinamarca? Justamente aquela parte mais sagrada de nosso país e que até o hoje conseguimos defender da sanha dos espoliadores internacionais?

Doar para mineradoras estrangeiras uma reserva desse tamanho mostra que esse governo ilegítimo e entreguista está de fato liquidando com as bases da Nação brasileira e transformando nosso país num território para ser saqueado à vontade pelo capital estrangeiro.

A única eficiência demonstrada pelo governo golpista é a da destruição de direitos dos trabalhadores e da soberania nacional. Os golpistas agem como se não houvesse o amanhã. Sabem que o seu poder é transitório e insustentável por longo tempo. Veem que o povo está acordando do torpor midiático e lutando para reconquistar a soberania popular da Constituição violada e resgatar seus direitos. E esse amanhã está nascendo com a Caravana de Lula levantando o povo em todo o país.

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