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Bepe Damasco

Jornalista, editor do Blog do Bepe

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O passo necessário e urgente na luta contra a delinquência bolsonarista

"Ativistas do esgoto extremista são incapazes de demostrar um mínimo de empatia em relação à dor alheia", escreve Bepe Damasco

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Fake news (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)

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Não é apenas de disputa política que se trata. O buraco é bem mais embaixo. Repetindo a necromilitância da pandemia, bolsonaristas vêm atuando intensamente nas redes sociais, através de fake news, para prejudicar o socorro às vítimas da tragédia climática do Rio Grande do Sul. Agem como cúmplices do desastre ambiental. 

Com fortes traços de psicopatia, esses ativistas do esgoto extremista são incapazes de demostrar um mínimo de empatia em relação à dor e ao indizível sofrimento alheio. É estarrecedor tomar conhecimento de que essas postagens são visualizadas por milhões de brasileiros.

Faço uma pergunta: alguém leu ou ouviu alguma figura pública do ecossistema bolsonarista condenando a profusão de fake news sobre o drama vivido pelo povo gaúcho? 

Claro que não.

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Isso porque, além de não valorizar a vida de seus semelhantes, está no DNA da extrema-direita a utilização da mentira como principal instrumento de ação política.

Se o Brasil um dia deixar de ser uma terra sem lei na internet, com o regulação da atuação das big techs, e passar a punir de forma severa, ampla e exemplar as postagens criminosas que inundam as redes socais, esses cães hidrófobos serão condenados à irrelevância e ao desaparecimento.  

Mas até lá temos um longo caminho a trilhar. E algumas mudanças de postura seriam bem-vindas por parte dos que denunciam as fake news.

Repare como a imprensa corporativa e suas checagens de notícias tratam as informações falsas. A impressão que dá é que elas são obra e graça de um extraterrestre ou quem sabe de um ectoplasma. As digitais de bolsonaristas sequer são mencionadas. 

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Da parte do governo federal, o grande alvo dos delinquentes das redes, também falta dar nome aos bois, pois é insuficiente tratar do assunto apenas como um fenômeno político nefasto sem rosto, sem nome, sem CNPJ e sem CPF. 

Há alguns dias o ministro Paulo Pimenta, em entrevista ao apresentador do Jornal Nacional, Willian Bonner, em plena Porto Alegre devastada, discorreu com muita desenvoltura sobre as consequências desumanas e cruéis das fake news e os prejuízos concretos causados ao trabalho das instituições de governo e dos voluntários. Mas perdeu grande oportunidade, já que a entrevista era ao vivo, de colocar o dedo na ferida e dar nome aos bois.

Não basta pedir que a Polícia Federal investigue essas pessoas e que elas sejam responsabilizadas criminalmente. É preciso expô-las publicamente.  

Esse passo precisa ser dado, afinal, todo mundo sabe que várias lideranças do fascismo nativo estão envolvidas na propagação de fake news. 

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Imagino o que passa na cabeça do brasileiro médio, pouco familiarizado com os meandros da política, quando se depara com notícias de disseminação de fake news nas quais os autores não são citados.

É muito provável que a grande maioria minimize o problema e o considere uma mera briga de políticos, como tantas outras. 

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