O perigo de um governo sem votos

Temer sabe que não deve nada ao povo e não espera nada pelo povo. Único compromisso de Michel Temer é com seu patrimônio e com o poder econômico que o colocou na cadeira de presidente da República

O presidente interino não se preocupa com a sua popularidade. Ele sabe que não tem votos; em sua última eleição para deputado federal, elegeu-se pela legenda do partido e muito provavelmente não se elegeria a vereador por São Paulo. O cenário atual é perfeito para a máfia do poder econômico no Brasil. Medidas antipopulares necessitam serem implantadas o quanto antes, pois um governo que dependeria de voto popular jamais o conseguiria fazer, nem mesmo governos da direita.

Temer nada mais é que um instrumento do poder econômico, um homem de negócios, um especulador. O capital sabe que a oportunidade é agora. Por isso alguns intelectuais, deputados ou senadores do campo progressista têm defendido novas eleições. O voto popular é a única forma de conter atrocidades, tiranias, desrespeito às minorias. Temer sabe que não deve nada ao povo e não espera nada pelo povo. Único compromisso de Michel Temer é com seu patrimônio e com o poder econômico que o colocou na cadeira de presidente da República.

Não sou um entusiasta de novas eleições, primeiro porque a população brasileira em outubro de 2014 foi muito clara ao definir qual rumo a Nação deva seguir. E esse não foi o rumo da austeridade econômica, do Estado mínimo, da exclusão social, mas, pelo contrário, elegemos o desenvolvimentismo, a inclusão social, o combate ao capital especulativo. Por isso acredito ser um crime injustificável tirar a representante desse projeto à força.

No entanto também precisamos fazer uma honesta análise de correlação de forças. Se realmente temos condições de barrar esse golpe branco, ou se não é hora de unir o país para novas eleições diretas, pelo crivo do voto popular. Não há nada mais perigoso para uma sociedade do que um governo sem votos.

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