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Hely Ferreira

Hely Ferreira é cientista político

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O pesquisador e o professor

Parte dos ataques venenosos destilados as pesquisas, são caminhos que os candidatos, ou seus discípulos, encontram para promover dúvidas na mente do eleitorado

Urna eletrônica chega à 12ª eleição no país sob ataque inédito (Foto: Agência Brasil)

Longe de ser unanimidade, as pesquisas científicas no campo das ciências humanas sempre serviram para muita celeuma, principalmente as de intensão do voto. Muitos esquecem que o resultado apresentado, não representa algo infalível, já que ela é feita pelo ser humano além da dinâmica que é a sociedade.

Mas nos últimos tempos, as pesquisas, estão sendo questionadas de maneira irresponsável, principalmente por quem deveria apresentar um percentual mais competitivo. Há aqueles que não querem admitir, que ela apresenta um diagnóstico do momento. Na verdade, para muitos, pesquisa correta é quando o resultado representa o que se deseja. Assim como para os alunos, a correção da prova está correta, quando a nota corresponde ao que lhe satisfaz. 

Acontece que com o profissionalismo cada vez maior das campanhas eleitorais, por mais que escondam, os candidatos procuram guiar seus discursos amparados nas pesquisas.

Parte dos ataques venenosos destilados as pesquisas, são caminhos que os candidatos, ou seus discípulos, encontram para promover dúvidas na mente do eleitorado, com relação aos resultados apresentados. 

Não queremos dizer que as pesquisas são infalíveis, mas em regra, o pesquisador procura trabalhar de maneira ilibada, pois tem compromisso com o mundo da ciência e também sabe, que o seu nome e o do instituto em que presta serviço, poderá cair em descrédito, caso o seu trabalho apresente ainda que de maneira mínima, falta de veracidade para com os dados divulgados. 

Portanto, poderá haver modificação do resultado. Porém, uma coisa é o cenário passar por modificações, outra coisa é desejar que o resultado apresentado pelo pesquisador corrobore com interesses de algum grupo político.

 Por outro lado, existem aqueles que estão eufóricos por conta dos percentuais apresentados pelos institutos de pesquisa. Ora, comemorar o resultado antes do término da partida, poderá causar decepção. Afinal, já dizia Vicente Mateus que “o jogo só acaba quando termina”.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.