O petróleo é nosso! Retomar campanha, urgente!

"Retomar a campanha O PETRÓLEO É NOSSO é imperativo de segurança nacional e liberação da população da sangria financeira que os reajustes seguidos de gasolina, álcool, gás e derivados impõem" - leia artigo de César Fonseca

(Foto: RICARDO STUCKERT | Arquivo)
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Por César Fonseca

Agora o povo brasileiro está sentindo na carne o que foi o golpe político, midiático, jurídico neoliberal de 2016 contra Dilma; tudo ocorreu para destruir a Petrobrás; a ordem era acabar com a Era Vargas, na qual nasceu a grande empresa petrolífera; o país acordou do sono letárgico de colônia; destruir a Petrobrás sempre foi o primeiro e principal objetivo dos tucanos; eliminar a Vale do Rio Doce, transferindo-a ao capital estrangeiro, fazendo o mesmo com a Petrobrás, agente decisivo do desenvolvimento nacional. 

A política de preços de combustíveis atual é ditada pelas multinacionais petroleiras concorrentes da Petrobrás; a Esso exporta do México para o Brasil o diesel, a gasolina e óleos pela Paridade de Preços de Importação, não pela Paridade de Preços Internacionais; pela cotação do mercado, a Petrobrás não tem concorrente no mundo, porque domina o circuito da extração, produção, distribuição e comercialização; pode, por isso, vender a preço competitivo no mercado interno, sem precisar obedecer cotações externas; trata-se de oligopólio sustentável e autosuficiente; os neoliberais adotam política de preços de importação, como se não existisse, no Brasil, estrutura produtiva e ocupacional ditada pela riqueza do petróleo, capaz de garantir ao governo execução de política independente; foi isso que levou Getúlio a construir a grande empresa, uma arma desenvolvimentista, independente de pressões externas; esquartejar a Petrobrás, vendendo suas partes, rompendo com sua organicidade dinãmica, dialética, é a missão dos golpistas, que não querem o Brasil forte, independente, a serviço da população e não a de uma elite escravocrata.

Industrialização e agronegócio

Graças à Petrobrás foi possível dinamizar a industrialização e o agronegócio, bem como desenvolver políticas regionais desenvolvimentistas; os royalties distribuídos aos Estados, graças às riquezas do petróleo brasileiro, roubado, agora, pelo neoliberalismo, bloqueia a libertação educadora nacionalista articulada por Darci Ribeiro, Paulo Freire, Anísio Teixeira, Leonel Brizola e Getúlio Vargas, com os CIEPs; nas mãos dos neoliberais golpistas, cuja missão é destruir e não construir, como avisou, antecipadamente, Bolsonaro, o país mergulha no neo-subdesenvolvimento conduzido por Banco Central Independente do Estado e subordinado à banca internacional; a Petrobrás, debaixo da canga da banca, que impõe teto de gastos para fazer ajuste fiscal a qualquer custo, importa preço cotado fora do país pelas concorrentes e transfere para o povo a conta salgada; nunca se viu uma empresa praticar preços acima do preço do concorrente para, deliberadamente, tomar prejuízo; essa é a filosofia que a Petrobrás, com Paulo Guedes, homem do mercado financeiro, passou adotar; dessa forma, quem dita a cotação não é o Estado nacional, mas o acionista privado, que já toma conta do destino da grande empresa em prejuízo do desenvolvimento sustentável; retomar a campanha O PETRÓLEO É NOSSO é imperativo de segurança nacional e liberação da população da sangria financeira que os reajustes seguidos de gasolina, álcool, gás e derivados impõem. 

Chegou a hora de reagir! 

Esse, principalmente, é o papel dos caminhoneiros que estão sendo espoliados, como todos os proprietários de veículos; esta é, também, a missão da população para combater inflação; a destruição do Estado fragiliza o governo impedindo-o adotar necessária política de controle de preços administrada; perdeu essa capacidade quanto mais privatiza os ativos do povo, sem que haja a voz do Congresso para reagir, porque o STF autorizou os neoliberais vender, esquartejar a empresa, sem precisar consultar os representantes do povo, no Legislativo.

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