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André Lobão

Jornalista do Sindipetro-RJ

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O povo e Lula

"A ressurreição dos enterrados vivos"

Lula (Foto: Ricardo Stuckert)

Lula encerrou o 30/10,  dia da vitória,  na celebração da Avenida Paulista, sendo ovacionado por uma multidão de milhares de pessoas. Ainda tinha fôlego para falar por mais de 40 minutos.

Com a voz rouca,  mas com uma pujança impressionante,  o homem de 77 anos,  com seus ralos cabelos brancos parecia um jovem feliz ao falar para o seu povo sobre pacificação, união,  amor,  luta contra a fome e melhoria de vida dos brasileiros.

Lula já era um grande caea por sua história de vida e política,  mas nessa campanha ele mostrou que é gigante. Está no mesmo altar dos grandes líderes latino americanos como Perón, Getúlio Vargas, Allende, Chávez e Fidel Castro. Ele sabe falar para as massas, fala a "lingua" do povo.

O quase "enterrado vivo", como ele se auto denominou, diante do massacre midiático e do cerco do judiciário lavajatista, ressurgiu após a prisão que lhe custou 580 dias. Desprezado inicialmente,  sendo considerado um populista ultrapassado,  Lula assumiu o papel de principal figura  a luta contra a desgraça fascista que assola o Brasil a partir de Bolsonaro.

 

Enquanto isso, o nosso povo sofrido ainda lembra dos mais de 680 mil mortos pela COVID-19, que Bolsonaro e sua corja fascista  governamental desprezaram.

Lula pelejou palmo a palmo por cada canto do país, ante à máquina estatal que torrou recursos antecipados da Petrobrás, de 2023, e da venda de estatais como Eletrobrás na compra de votos do povão a partir do Auxílio Brasil. Além disso, conseguiu vencer a "fabulosa" fábrica de mentiras (fake news) bolsonarista que teve efeitos de uma lavagem cerebral em quase 58 milhões de pessoas.

Certamente Lula não terá sossego até a sua posse em 1° de janeiro, e muito menos em seu governo. Mas conseguiu escrever com seus eleitores, um dos capítulos mais importantes da história brasileira, quando a esperança venceu o ódio.

Que, com esta vitória de Lula, a classe trabalhadora possa despertar do cerco neoliberal , organizando sua luta e defesa de seus direitos. Agora é reconstruir!

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.