O povo sofrido pede vistas do sistema
É hora de mudar os rumos insalubres do modelo institucional: desmamando o imperialismo e extirpando a escravidão do sofrido povo brasileiro
O ministro Gilmar Mendes solicitou vista no julgamento dos temas 1218 e 1324, no plenário virtual do STF, suspendendo, pela segunda vez, o veredito final sobre os reflexos do piso salarial nacional do magistério público da educação básica nos planos de carreira da categoria.
Outro assunto a ser decidido neste julgamento refere-se à aplicação imediata do piso com base nas portarias do Ministério da Educação, divulgadas ano a ano, à luz da Lei 11.738.
Antes da suspensão do julgamento, três ministros já haviam proferido seus votos. O relator Cristiano Zanin reiterou que o piso é o vencimento inicial das carreiras, com reflexos de acordo com as estruturas dos planos de carreira. Mas ele concedeu novo prazo de dois anos para estados e municípios fazerem essa adequação, eliminando a possibilidade de cobranças de verbas retroativas.
Li em um site de notícias sobre funcionalismo, que professores do Estado do RJ disseram: - Eu vou pedir vistas para entrar na sala de aula, o momento é de revolta, as pessoas estão fartas de tanta morosidade e má utilização da legislação, subutilizada, por vezes, como pedra de tropeço impeditiva de direitos sagrados: reajuste de salário, como é o caso do julgamento relativo aos professores do Estado do RJ, que tramita no STF.
Não é fácil ver a injustiça triunfar por tanto tempo.
Construir prosperidade em cima da infelicidade alheia é falta de bom senso, e de ética. A fala da elite é : Não ao programa bolsa família, como vimos ser proferido por um abastado apresentador da Rede Globo
A luta contra a vulnerabilidade precisa de descarga imediata, do contrário teremos um grande entupimento social, que poderá dar lugar a morte do tecido humano. A pobreza, (ainda) avança e seus filho, o crime, cresce na placa de petri da desigualdade, ela poderá ser tornar um vírus devorador da elite burguesa.
É hora de mudar os rumos insalubres do modelo institucional: desmamando o imperialismo e extirpando a escravidão do sofrido povo brasileiro.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

