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Adilson Roberto Gonçalves

Pesquisador científico em Campinas-SP

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O preço das fogueiras de 2013

Manifestações de Junho de 2013 (Foto: Agência Brasil)
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Está havendo retrospectivas das fogueiras de junho de 2013, com várias reflexões complementares e importantes acerca dos movimentos de uma década atrás em que, na visão de alguns interlocutores, por exemplo, os partidos políticos ficaram de fora. Os partidos são apenas parte da política, mas vivíamos – e ainda vivemos – os traumas da ditadura civil-militar não devidamente punida, que fez nos afastarmos de outras participações, tais como conselhos, coletivos, ONGs e por aí vai. Se os partidos ficaram atônitos naquelas fogueiras de junho de 2013, ao menos algumas pessoas passaram a dar as caras, ainda que despertando o que de pior havia e ainda há na sociedade. Temos um forte viés retrógrado de direita em que o pobre prefere continuar submisso ao rico a participar de um sistema político em que ganha algumas vezes e perde muitas. E o movimento revelou que a esquerda progressista não foi capaz de lidar com isso nem convencer a população da enrascada em que estava se metendo.

Dali chegamos à ascensão do bozo-fascismo, passando pelo golpe contra Dilma Rousseff e a perda de direitos trabalhistas e sociais. Ao menos, agora, revelam-se os crimes de um dos artífices do caos contra a democracia.

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Articulistas, como Hélio Schwartsman, questionam que a punição aos crimes de Bolsonaro ainda está deixando a desejar quanto à eficiência das instituições, mas ele poderia ter dado nome aos bois. A Câmara dos Deputados não iniciou processo de impeachment contra Bolsonaro devido a Rodrigo Maia e Arthur Lira que a presidiram. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ficou perplexo com as denúncias havidas em 2018 pelo disparo em massa de fake news pela inércia de Rosa Weber. Por trás do “sistema”, há sempre um CPF ativo.

Isso porque tornar Bolsonaro inelegível é apenas e tão somente o início do processo para a verdadeira justiça que deve ser feita em relação ao criminoso ex-presidente. Fica parecendo que o julgamento no TSE de agora foi o ápice da condenação, mas não! Enquanto ele não estiver devidamente confinado no cárcere, depois de todo o devido processo legal, pelo rol de crimes que cometeu, estaremos à mercê de todo aventureiro miliciano que queira tomar o poder para acabar com a democracia e o pouco de avanço social que construímos. Chile e Argentina são exemplos a seguir para devidamente punir golpistas.

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