O preço dos sigilos das famílias Toffoli e Moraes
Venda de sigilos por R$ 250 levanta suspeitas, contradições e mantém sem resposta quem comprou dados das famílias Moraes e Toffoli
Foi bem barato mesmo – ou não. Segundo ela, com base em supostas fontes que não querem se identificar, servidores lotados na Receita do Rio de Janeiro (baita coincidência) teriam confessado que venderam os sigilos da família Moraes e da família Toffoli por R$250.
O que significa isso? Em primeiro lugar, significa que ela sentiu o golpe. Ou seja: achou necessário negar que tenha comprado os sigilos.
E qual é o argumento ou informação que ela parece achar que basta para descartar a hipótese de estar por trás do crime? O custo dos sigilos de ministros do STF teria sido baixo.
Por que servidores cobraram tão pouco para revelar dados tão importantes? Não sabiam quem eram os Toffoli e os Moraes? Se eram “Barnabés” desonestos, faz sentido.
Só tem um problema: como no caso do contrato fantasma que só Malu Gaspar e a suas fontes viram -- pois a PF não divulgou nada e ninguém mais, além dela, diz ter visto nada, no caso do custo da venda dos sigilos --, ninguém sabe se é verdade que os sigilos custaram tão pouco.
Aliás, Malu informa que a Receita a informou (vazou para si dado da investigação da PF) que a informação sobre o preço do sigilo foi revelado pelos autores do seu roubo. Se for verdade, ainda falta investigar a versão deles.
Mas e se for verdade, Malu Gaspar e Lauro Jardim estão absolvidos da suspeita de terem conseguido (CRIMINOSAMENTE) informações sigilosas sobre as famílias Moraes e Toffoli porque foi barato comprá-las?
Se os sigilos dos ministros e familiares custaram pouco e se os servidores sabiam quem eram Moraes e Toffoli, é porque os dados não continham nada demais... Confere?
Só que não. Os dados continham, segundo Malu Gaspar, indícios de crimes tonitruantes de MINISTROS DO STF -- 250 mil reais seria pouco, ainda.
Essa coluna da Malu Gaspar é igual àquela na qual ela denunciou a família Moraes: cheia de vento.
Além do que, a principal pergunta ela não respondeu: quem comprou esses dados sigilosos tão baratinhos? Porque alguém comprou, apesar de pagar pouco – segundo a... Malu.
E se comprou, comprou para quê? Curiosidade? Ou será que foi para fazer chegar a ela e ao seu colega de redação?
Seria muito mais simples se Malu Gaspar e Lauro Jardim informassem como obtiveram dados sigilosos das declarações de imposto de renda de Viviane Barci de Moraes e de José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli? Porque ter esses dados já é crime por si só.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.
