O PT e a nova esquerda

A construção da nova esquerda no Brasil começa pela defesa da Constituição cidadã de 1988. Pode parecer paradoxal, mas o futuro do Brasil e do nosso povo está no passado. A Constituição Federal de 1988 é o ponto de partida, a partir dela poderemos recolocar o Brasil na condição de um país para todos

O PT e a nova esquerda
O PT e a nova esquerda (Foto: Ricardo Stuckert)

A construção da nova esquerda no Brasil começa pela defesa da Constituição cidadã de 1988. Pode parecer paradoxal, mas o futuro do Brasil e do nosso povo está no passado.

A Constituição Federal de 1988 é o ponto de partida, a partir dela poderemos recolocar o Brasil na condição de um país para todos.

Já no preâmbulo da Carta Magna lemos: "Nós, representantes do povo brasileiro...", apesar de a questão da representatividade estar muito enfraquecida e pode-se dizer até mesmo em cheque. Ainda é o melhor que temos na democracia burguesa, mas, mais adiante, a luta deve ser pela superação da democracia representativa, pela democracia direta. Com isso, no preâmbulo de uma Constituição verdadeiramente cidadã o texto ficaria assim: "Nós, o povo brasileiro...".

A luta pela construção da nova esquerda não prescindi da luta verdadeira, sem fingimentos e manobras por Lula Livre, pois, a nossa emancipação enquanto Nação passa pela liberdade de LULA.

Dessa forma, a renovação do Partido dos Trabalhadores não pode e não deve ser descartada. O PT em seus 39 anos tornou-se o maior partido de esquerda no Brasil, apesar de todas as manobras da corrente "Mensagem ao partido", também conhecido por PT Jurídico, Paulista/Gaúcho, enfim, são tantos nomes, mas independentemente das nomenclaturas, a verdade é que esse grupo acabou por afastar o partido de sua vocação mais profunda e importante, qual seja, ser o partido que representa as classes mais desprivilegiadas da sociedade brasileira.

Para isso, o PT precisa mudar o discurso de que nas eleições de 2018 "Caiu de pé", afinal, como pode ter caído de pé um partido que entregou e mais, manobrou de todas as formas para a prisão sem crime da maior liderança popular viva no mundo. Como pode ter caído de pé um partido que chancelou uma eleição fraudulenta ao concordar na participação da mesma, depois de durante muito tempo ter espalhado aos quatro ventos que: "Eleição sem LULA é fraude". Para depois, na sequência apresentar um candidato para "substituir" LULA, para com isso, apenas e tão somente consolidar o golpe de 2016 e ainda retirar da esquerda o discurso que pode reunificar e fortalecer a esquerda, qual seja: "O regime Temer foi resultado de um golpe contra todas as conquistas do povo brasileiro iniciada na Constituição de 1988 e com a eleição dos governos Lula e do primeiro governo Dilma".

O PT jurídico iniciou suas manobras há muito tempo, na verdade, mesmo na Constituição de 1988 existem ponto que ali foram colocados já sob a influência do PT jurídico, com o intuito de construir as armadilhas jurídicas que possibilitariam a prisão de Lula e a judicialização da política, retirando dos representantes eleitos pelo povo, a possibilidade de exercerem seus mandatos sem a tutela dos togados vitalícios, que por sua vez são tutelados pelos militares, e sem voto.

E, depois, nos próprios governos petistas, usando a questão da transparência administrativa e o combate à corrupção, o judicialismo foi reforçado ainda mais. E mesmo agora, muitos líderes do partido, Haddad inclusive, continuam defendendo que o poder jurídico precisa ser ainda mais fortalecido, com novas leis punitivistas que aumentarão a judicialização da política, lembrando sempre, que os senhores e as senhoras de toga não recebem o voto popular, sendo meros "concurseiros".

O PT precisa trilhar o caminho oposto, ou seja, buscar o fortalecimento da política e também o restabelecimento da divisão dos três poderes republicanos, onde o Executivo executa, conforme as Leis aprovadas pelo Legislativo e o Judiciário julga aqueles que não cumprirem as Leis aprovadas no Legislativo e promulgadas pelo Executivo.

Nesse sentido, não se pode negar algumas bandeiras essenciais:

1)    LULA LIVRE;

2)    A luta de classes continua, e está ainda mais arraigada;

3)    Referendo Revogatório para anular todas as medidas dos regimes TEMER e BOLSONARO;

4)    Contra a cotidianização da barbárie;

5)    Auditoria Cidadã da Dívida Pública;

6)    Reestatização das empresas estratégicas;

7)    Rever as concessões públicas das mídias sociais;

8)    Fim da Lava-Jato;

9)    O petróleo continua sendo nosso;

10) Não à pmdbelização do PT;

11) Gleisi Hoffman presidente até 2021.

Essa é a linha que poderá trazer de volta o partido ás suas origens e combater o mal que a corrente “Mensagem ao partido/PT jurídico” causou ao Brasil, ao PT, e a sua principal liderança: LULA. 

LULA-LIVRE JÁ!

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