O PT entre Tatto e o eleitor

Todos que pedem racionalidade entendem as responsabilidades que os líderes e filiados têm com o partido e o com Tatto, e que por isso publicamente precisam defender a candidatura decidida em convenção. Só que Tatto não consegue superar Boulos no campo da esquerda, isso é um fato. E não é possível votar em dois candidatos.

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Eleitor petista é crítico, assim o partido deve escolher seguir seu eleitorado ou ficar com Tatto.

Após uma avalanche de críticas, revoltadas, mas compreensíveis, da militância petista  afiliada é preciso esclarecer alguns pontos em relação a candidatura Tatto.

O apelo de formadores de opinião e eleitores fiéis do PT para que o partido abrace a campanha de Boulos é pelo interesse da classe trabalhadora e do próprio PT.

Eu poderia fazer um textão como Valter Pomar, mas me falta a verve e a capacidade dele. E também porque quem leu Graciliano Ramos aprendeu que é melhor escrever o que se pensa no mínimo possível de palavras. Também porque petista é crítico e inteligente , por isso não preciso estender muito a minha análise.

Vamos lá.

Os eleitores fiéis, lideranças políticas formadoras de opinião que sempre apoiam o PT desde de 1989 já vão com Boulos, já estão decididos, porque sabem o que é melhor para a classe trabalhadora. O apelo ao partido é para não deixar o PT para trás, com a broxa na mão, porque os votos da maioria da esquerda já vão com Boulos, não é com o PSOL, é com Boulos.

O PT então está entre a escolha da possível vitória com Boulos e a certeza da derrota com Tatto.

Todos que pedem racionalidade entendem as responsabilidades que os líderes e filiados têm com o partido e o com Tatto, e que por isso publicamente precisam defender a candidatura decidida em convenção. Só que Tatto não consegue superar Boulos no campo da esquerda, isso é um fato. E não é possível votar em dois candidatos.

Assim, o resumo do fato é: as lideranças políticas e formadores de opinião da esquerda que sempre votam no PT já escolheram Boulos. Apontar isso não é desrespeito, é mostrar a realidade.

O mesmo aconteceu no Rio de Janeiro em 2016, quando oficialmente o partido apoiou Jandira e o seu eleitor escolheu Freixo que tinha mais condições de ir ao segundo turno para prefeito.

Então o PT tem uma escolha fácil a fazer, vai com Boulos e compartilha da possibilidade de ir junto e vitorioso numa aliança de esquerda para o segundo turno ou amarga uma derrota acachapante com Tatto. A segunda opção fará muito mal ao partido e à esquerda. 

O que o partido pode cobrar é reciprocidade no Rio de Janeiro com a candidatura de Benedita por parte do PSOL e das mesmas lideranças que apoiam Boulos.

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