O que está acontecendo?

A primeira surpresa do pós-eleição de Bolsonaro foi a construção de um bloco parlamentar de esquerda na Câmara dos Deputados. O dado preocupante neste processo foi a deliberada exclusão do PT e do PSOL deste bloco, fato que fragiliza bastante a capacidade da esquerda na oposição consequente ao governo do capitão

O que está acontecendo?
O que está acontecendo? (Foto: LUIS MACEDO - CÂMARA)

A primeira surpresa do pós-eleição de Bolsonaro foi a construção de um bloco parlamentar de esquerda na Câmara dos Deputados. O dado preocupante neste processo foi a deliberada exclusão do PT e do PSOL deste bloco, fato que fragiliza bastante a capacidade da esquerda na oposição consequente ao governo do capitão. Para se ter noção do tamanho deste equívoco, todos os partidos de esquerda elegeram uma bancada de 138 deputados, sendo que PT e PSOL tem 66 deputados, praticamente a metade dos eleitos pelo campo popular. Diante destes fatos, fica a pergunta: porque exclui-los?
 
Não podemos repetir equívocos do passado, quando a divisão ou falta de articulação da esquerda abriu espaço à ascensão da direita ao poder. Exemplo histórico disto foi a ascensão do nazismo na Alemanha facilitada pela disputa mortal envolvendo comunistas e social democratas na República de Weimar. Dentre outras coisas confundiu os trabalhadores e o movimento operário, permitindo o fortalecimento de Hitler junto à sociedade alemã.
 
No Brasil de hoje, estamos diante do grande desafio de construir uma ampla frente de combate à extrema-direita, articulando a ação institucional com as mobilizações de massa. A política, ao ser aplicada no parlamento, deve estar em sintonia com essa necessidade. 
 
Portanto, devemos lutar pela unidade, de forma ampla, agregando sempre mais setores, não só à esquerda, mas também ao centro democrático. E juntos trabalharmos para enfrentar as políticas regressivas deste "governo" e ao mesmo tempo abrir espaços de atuação nas instituições que possibilitem apresentar alternativas democráticas e defesa da Constituição, como contraponto a este governo de tendência fascistizante.
 
Na futura disputa à Câmara, este deve ser o eixo de nossa atuação. 

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