O que está em jogo

É o futuro do Brasil que está em jogo, e não apenas um mandato presidencial. O voto desta semana significa muito mais do que manter ou não manter uma pessoa à frente do governo federal

Brasília - DF, 05/04/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante visita à aeronave KC-390 da Embraer. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR
Brasília - DF, 05/04/2016. Presidenta Dilma Rousseff durante visita à aeronave KC-390 da Embraer. Foto: Roberto Stuckert Filho/PR (Foto: Camilo Vannuchi)

Erra quem diz que votar pelo impeachment é ser a favor do Brasil.

Ser a favor do Brasil é radicalizar na defesa das instituições, do Estado de Direito, da democracia, da distribuição de renda, da justiça social. Mesmo que essa opção seja impopular, vá contra a grande mídia oportunista, os vazamentos seletivos, as manobras orquestradas pela mesa diretora da Câmara junto com a oposição.

Um mandato se encerra em quatro anos. A democracia deve perseverar por muito mais tempo. Quem ainda não percebeu está perdendo o bonde da história.

É preciso dar nome aos bois e entender que fazer a defesa deste impeachment, contra esta presidenta, da forma como tem sido conduzido, é fazer a defesa dos políticos teflon, das petroleiras internacionais, do grande capital, dos conglomerados de mídia, da Casa Grande, da direita, do retrocesso.

É o futuro do Brasil que está em jogo, e não apenas um mandato presidencial. O voto desta semana significa muito mais do que manter ou não manter uma pessoa à frente do governo federal. A crise que vivemos não vai acabar com a queda de uma governante. E outra crise, muito maior e mais duradoura, pode começar em razão dessa queda.

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