O que o Brasil quer dia 7 é a Independência contra um presidente antidemocrático

(Foto: Jesus Carlos/CUT-SP)
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Muito se fala, comenta e analisa sobre o que será esse 7 de setembro no Brasil. Muito por conta das polêmicas, declarações esdrúxulas, provocações fascistas e antidemocráticas do presidente Bolsonaro e de sua horda de apoiadores que instigam uma pauta vazia de sentido para estimular a presença de sua base de eleitores nas ruas. Muito do que se verá, na próxima terça-feira, também se deve ao aporte financeiro de empresários, que estão “patrocinando” o ato convocado por Bolsonaro.

A pauta poderia ser por uma melhora na economia, por vacinas contra a Covid-19, por alguma ação social de combate à pobreza e à fome que castigam a população em situação de miserabilidade. No entanto, não há reivindicações, não há um projeto de país que se possa compreender o motivo de tanto barulho vindo de dos governistas.

Há, sim, ataques a nossa democracia. E que dia para escolher ferir mais uma vez o Estado Democrático de Direito no Brasil. Bolsonaro não quer o bem do país, não quer o bem estar do povo, não se importa se a crise econômica e social se aprofunda para mais de 20 milhões de pessoas que estão passando fome. 

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As ameaças ao Supremo Tribunal Federal, aos ministros da Corte, o uso de integrantes das Forças Armadas para de fender seus interesses e de sua família são inconcebíveis. 

Apesar do governo, o Congresso Nacional e o Poder Judiciário tentam manter o equilíbrio e tocar pautas de interesse coletivo. Atitudes que foram fundamentais nesse período de pandemia. Não fossem as votações da Câmara e Senado, o cenário poderia estar muito mais desolador. Não fossem os freios ao Executivo e a defesa do cumprimento da Constituição pela Suprema Corte, a fase negacionista da pandemia poderia ter sido muito maior.

As quase 600 mil mortes pelo Covid-19 têm responsável, têm cúmplices, têm envolvidos. E os atos de 7 de setembro têm, em suas motivações, o intuito de encobrir a responsabilidade de quem atuou contra medidas sanitárias e pela saúde pública.

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O presidente não aceitou ser contrariado, desmentido e confrontado. Além disso, outros crimes estão sendo investigados pela CPI, que torna a situação do Governo bem mais grave. 

Portanto, usar a questão do voto impresso e mirar no STF, porque tem impedido que bolsonaristas disseminem mentiras e que os ataques a democracia continuem, é apenas pretexto para esconder uma realidade bem diferente da que ele propaga.

O presidente não teve competência para governar o Brasil. Não tem plano de governo ou direcionamento na sua gestão, mesmo após três anos de sua posse. Além de manter um conduta totalmente contrária às atribuições do seu cargo. Os 132 pedidos de impeachment não são por acaso. 

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E não se enganem, após setembro, ele tentará tumultuar o processo eleitoral. Sempre espreita um golpe. Mas não tem espaço.

Esse 7 de setembro será um divisor de águas, sim, como diz o presidente. Mas para que fique claro, que o compromisso de defender nossa democracia e independência deve ser fortalecido por todos e todas.

A sociedade precisa tomara espaço para garantir que o futuro do país seja de prosperidade, de retomada do crescimento e não do tumulto e da crise.

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Cada um terá seu papel para que o Brasil volte a ter a representatividade que merece na economia mundial, na política interna e externa. Forças Armadas, lideranças políticas, organizações civis, entidades representativas devem voltar a pensar no país maior que um autoritário extremista, como o que temos atualmente na presidência.

Bolsonaro vai passar. Os brasileiros e brasileiras ficam, e com eles um país para reconstruir e  salvar de uma crise econômica grave

Nosso novo grito de Independência colocará o interesse coletivo como prioridade novamente. O Brasil estará livre de vez do golpismo de Bolsonaro e será grande de novo.

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