O que virá depois da tentativa frustrada de martirização de Roberto Jefferson?

Com a frustração do autosuicídio e a prisão de Jefferson, o ‘autor’ desse macabro roteiro pode escrever sobre sua morte na prisão com um bilhete acusando Xandão

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Roberto Jefferson e carro da Polícia Federal (Foto: Reprodução)


O que o ex-presidente do PTB, Roberto Jefferson, tentou com o ataque aos policiais federais foi produzir um auto suicídio, porém os agentes não entraram na espetacularização frustrando a campanha de Bolsonaro.  

Roberto Jefferson tem câncer irreversível no pâncreas e escreveu um roteiro onde pudesse sair da vida e entrar para a história.  

Cumprindo prisão domiciliar por atos antidemocráticos, ataque à Suprema Corte e fake news, o ex-deputado está proibido de usar as redes sociais.  

Com a intenção de provocar sua prisão, o primeiro ato do roteiro foi a publicação de um vídeo ofensivo contra a ministra do STF Carmen Lúcia. 

Tendo desobedecido determinação da justiça, o segundo ato seria aguardar a PF, resistir à prisão, trocar tiros e tombar em combate como mártir do bolsonarismo. 

A prova desse argumento está em uma postagem de sua filha Cris Brasil momento antes da chegada dos agentes: “Xandão vai mandar matar meu pai”. “Xandão” é o ministro do STF e presidente do TSE, Alexandre de Moraes, que Bolsonaro considera seu inimigo. 

Com o intuito de explorar o último ato, o presidente da república enviou o ministro da justiça para o local e alguns de seus apoiadores e notórios ‘inimigos’ de Alexandre de Moraes, como o ex-deputado Daniel Silveira. 

Personagem polêmico, o falso padre Kelmon, que foi colocado na disputa à presidência por Jefferson para servir de escada para Bolsonaro atacar Lula nos debates, estava no local e entregou à polícia uma das armas utilizadas no ataque, enquanto seu líder permanecia resistindo dentro de sua residência. 

O plano não deu certo e pode repercutir negativamente na campanha, por isso Bolsonaro ‘tirou o corpo fora’ declarando que Roberto Jefferson agiu como um bandido. 

Se tivessem combinado com os ‘russos’ e esse roteiro fosse bem-sucedido, Bolsonaro estaria criando pânico sobre as eleições, pedindo a ‘cabeça’ de Moraes e convocando seus apoiadores para uma vigília até o resultado das eleições. 

Com a vitória de Lula consolidada, Bolsonaro usaria a memória do mártir Roberto Jefferson para colocar as forças armadas nas ruas e impedir a sua posse, dando um golpe e atirando o país nas trevas. 

Esse seria o roteiro, a dúvida é se os militares cumpririam as ordens do presidente. 

Com a frustração do autosuicídio e a prisão de Jefferson, o ‘autor’ desse macabro roteiro pode escrever sobre sua morte na prisão com um bilhete acusando Xandão. 

Nesse país de Bolsonaro tudo pode acontecer, até surgir brilhante entre as nuvens, flutuante, um enorme Zeppelin. 

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