Valéria Guerra Reiter avatar

Valéria Guerra Reiter

Escritora, historiadora, atriz, diretora teatral, professora e colunista

461 artigos

HOME > blog

O Rio de Janeiro e as moscas

Será que sucumbir como vítimas de intensa violência nos lega um verdadeiro estado democrático?

Marcos de Andrade Corsato, Daniel Sonnewend Proença, Diego Ralf Bomfim e Perseu Ribeiro Almeida (Foto: Reprodução)

 “Mortes antecipadas”, pessoas ceifadas. Muito triste saber que os dados demográficos são comprobatórios:” Terceiro estado mais populoso do país, com mais de 16 milhões de habitantes, o Rio de Janeiro é a federação que menos cresceu no Brasil. Segundo o Censo Demográfico de 2022”, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), passou de 15,9 milhões em 2010 para 16,1 milhões em 2022, com variação de 0,03%”. 

Infelizmente a VOZ DO POVO NÃO É A VOZ DE DEUS. Este povo brasileiro foi alienado pelos grilhões da desigualdade. E segue, sem voz, e sem poder de escolha; caminhando para o túmulo social.

Há intencionalidade política e capital em tudo neste país. E a população continua PhD em futebol e novelas.

Não sabemos de tudo. E quando sabemos de “alguma coisa” é devido aos estudos sociológicos científicos. Há uma Academia que trabalha na detecção e interpretação de fatos. E contra fatos não há argumentos. O Homem perdeu a cauda e se adaptou a um submundo medíocre que fez da moeda a linguagem do ódio.

As palavras talento e mérito vem sendo vendidas na bacia das almas. Afinal, há talentosos catando lixo:   população moribunda, que como as moscas drosophila melanogaster, tem seu ciclo de vida encerrado em sessenta dias.  Sim, a mosquinha das frutas não dura muito, sua genética assim determina.  O nosso DNA nos oferta fartos anos, porém a volúpia do sacerdócio da ganância vem controlando nascimentos, óbitos e longevidade da população; através do condão da negligência forjada.

Foram 1.790 assassinatos registrados nos primeiros seis meses do ano, contra 1.526 entre janeiro e junho de 2022. Em média, são 10 mortes violentas por dia ou uma morte a cada duas horas e meia”.   

Onde? Na região onde há dois dias 3 médicos foram assassinados com dezenas de tiros...na “chique” Barra da Tijuca.

Será que sucumbir como vítimas de intensa violência nos lega um verdadeiro estado democrático? Inclusive com direito à liberdade soberana...

#ValReiterjornalismohistórico

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.