O (s) príncipe (s) da escória

Somos “abençoados” com um dia de alegria e outro de desgraça. Um dia de folia e outro de infortúnio. E assim por diante. Essa parece ser a cadência da nossa insensatez, a cantilena da falta de um projeto de País

O (s) príncipe (s) da escória
O (s) príncipe (s) da escória (Foto: Paulo Pinto/ Agência PT)

Que pobre país é esse que não consegue se livrar dessa sua irrefreável e “fatalista” marcha cívico-escatológica do “um pé no basta e um pé na bosta”?!

Somos “abençoados” com um dia de alegria e outro de desgraça. Um dia de folia e outro de infortúnio. E assim por diante. Essa parece ser a cadência da nossa insensatez, a cantilena da falta de um projeto de país.

Que pobre país é esse em que seus heróis transformam-se, de repente, num lapso da história, em bandidos? E os bandidos são transformados em heróis?!

Que país desgraçado esse que numa hora serve de exemplo e esperança para os povos (e para as esquerdas) da América Latina e de todo o mundo, conduzindo um ex-operário, líder e símbolo de um dos maiores e mais atuantes partidos de esquerda do globo, à Presidência da República para, logo em seguida, ameaçar depô-lo (e até prendê-lo!) por suposto envolvimento em esquema de corrupção no financiamento de campanhas? Que pobre e desgraçado país é esse?!

Obs: Trecho extraído de artigo publicado na Carta Maior, na primeira década de 2000 - o artigo pode ser lido, na sua íntegra, no link abaixo:
https://www.cartamaior.com.br/…

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