O simulacro da normalidade golpista no Senado

"Os golpistas travam uma batalha titânica para tentar reverter a consciência democrática no Brasil e no mundo inteiro de que o golpe não é golpe. Por isso se apegam ao discurso cínico da normalidade institucional", afirma o colunista do 247 Jeferson Miola; para ele, as aparências, contudo, não conseguem enganar; "Por debaixo da superfície de aparente calmaria, se arma um poderoso maremoto de luta e resistência ao golpe e ao governo ilegítimo que dele poderá resultar", alerta; leia íntegra

"Os golpistas travam uma batalha titânica para tentar reverter a consciência democrática no Brasil e no mundo inteiro de que o golpe não é golpe. Por isso se apegam ao discurso cínico da normalidade institucional", afirma o colunista do 247 Jeferson Miola; para ele, as aparências, contudo, não conseguem enganar; "Por debaixo da superfície de aparente calmaria, se arma um poderoso maremoto de luta e resistência ao golpe e ao governo ilegítimo que dele poderá resultar", alerta; leia íntegra
"Os golpistas travam uma batalha titânica para tentar reverter a consciência democrática no Brasil e no mundo inteiro de que o golpe não é golpe. Por isso se apegam ao discurso cínico da normalidade institucional", afirma o colunista do 247 Jeferson Miola; para ele, as aparências, contudo, não conseguem enganar; "Por debaixo da superfície de aparente calmaria, se arma um poderoso maremoto de luta e resistência ao golpe e ao governo ilegítimo que dele poderá resultar", alerta; leia íntegra (Foto: Jeferson Miola)
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A farsa do impeachment começou o segundo estágio. Ontem, 26 de abril, o Senado instalou a Comissão Especial que será presidida pelo peemedebista Raimundo Lira, da Paraíba, e terá como relator o tucano Antonio Anastásia, conterrâneo e aliado de Aécio Neves.

O Senado fará um esforço monumental para desfazer a imagem dantesca da "assembléia geral de bandidos comandada por um bandido chamado Eduardo Cunha" do 17 de abril, que desmanchou a farsa do golpe perante o mundo inteiro.

Com a tradição de ser uma casa mais "recatada" que a Câmara, "suas excelências" farão de tudo para parecerem menos gângsteres que seus sócios golpistas da Câmara. Isso é decisivo para a tentativa de aparentar certa legitimidade e civilidade do golpismo.

Eles vão conceder prazos adicionais para a defesa da Presidente, evitarão arroubos e excessos, tentarão controlar suas posturas trogloditas e farão o máximo para dissimular um cenário de serenidade e normalidade.

Apesar disso, os golpistas não conseguirão desfazer a imagem do golpe, porque como apenas referendarão a decisão da "assembléia geral de bandidos", entrarão para a História como uma sucursal daquele bandidismo.

Não precisa ser vidente para descobrir que o parecer do senador tucano vai endossar a fraude criada pela "assembléia geral de bandidos".

O impeachment é uma farsa sem retorno do golpe de Estado que já aconteceu. A tramitação no Senado é mera formalidade de um processo que já está decidido por antecipação. A conivência do STF com a condução criminosa deste processo joga água fria sobre qualquer expectativa de reversão.

Os perpetradores do golpe já estão montando o governo impostor. Eles não disfarçam: sequer aguardam o resultado da decisão do plenário do Senado no dia 11 de maio, que decidirá ilegalmente pela admissibilidade do julgamento de impeachment sem crime de responsabilidade.

O PSDB do relator Anastasia já decidiu que participará "por inteiro" do governo impostor e ilegítimo do golpista Temer. Alguma dúvida sobre o conteúdo do parecer do mandalete do Aécio?

Os golpistas travam uma batalha titânica para tentar reverter a consciência democrática no Brasil e no mundo inteiro de que o golpe não é golpe. Por isso se apegam ao discurso cínico da normalidade institucional.

As aparências, contudo, não conseguem enganar. Por debaixo da superfície de aparente calmaria, se arma um poderoso maremoto de luta e resistência ao golpe e ao governo ilegítimo que dele poderá resultar.

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