O SUS salva vidas!

Quero relembrar a todos e todas a importância de defendermos o SUS e a saúde pública, gratuita e de qualidade. O SUS salva vidas todos os dias!

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(Foto: Ministério da Saúde/Divulgação)


Todo mundo adora e admira o "primeiro mundo", os "países desenvolvidos", em particular e majoritariamente os Estados Unidos da América. Aquele país incrível que nos filmes hollywoodianos sempre é mocinho e onde todas as pessoas têm uma condição financeira incrível, até mesmo, eu diria, invejável. Aquele país próspero, onde tudo flui e a economia decola, onde todos vivem na maravilha do "sonho americano". Um país que vira sonho de consumo e destino de muitos brasileiros e brasileiras. 

Talvez a imagem que Hollywood faz questão de criar e divulgar a respeito do país só falhe em alguns detalhes. 

Do meu ponto de vista - e aqui escrevo do meu ponto de vista mesmo, já que esse local é onde esta colunista expõe sua opinião pessoal sobre diversos temas; procuro obviamente fundamentar minha escrita em autores e autoras renomados nos temas, em análises e estudos sérios acerca das temáticas que escrevo - retomando, do meu ponto de vista, o detalhe mais importante está relacionado à saúde da população que vive nesse país. 

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Para quem ainda não sabe, nos EUA não existe um sistema de saúde gratuito destinado à população nos Estados Unidos. No país que vive no topo da pirâmide capitalista, o que prevalece é o lucro, o dinheiro, a acumulação de capital. Nos EUA não há tratamento de saúde gratuito!

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Existem hospitais e clínicas que trabalham com uma espécie de cota social em que atendem a pessoas que não possuem condições financeiras para pagarem pelos tratamentos. Raras são as pessoas que conseguem esse tipo de atendimento. No início do século 20, Rossevelt até tentou implementar um sistema de saúde público e gratuito, mas foi derrotado no Congresso. Assim sendo, as empresas privadas seguem sendo as “fornecedoras” dos atendimentos relacionados à saúde no país.  Segundo a jornalista Camila Luz, “os cuidados médicos nos Estados Unidos custam caro. Se você for internado por três dias e não tiver seguro, terá de desembolsar cerca de US$ 30 mil (aproximadamente R$ 160 mil na cotação atual) para pagar a conta do hospital”.

Espanha e Inglaterra possuem sistema de saúde público, provido pelos governos através dos impostos arrecadados. Assim como no Brasil possuímos o Sistema Único de Saúde – SUS. Entretanto, nos EUA, você só tem uma forma de receber atendimento: pagando um plano de saúde particular. Os serviços prestados de forma gratuita se limitam a atendimentos de emergência ou consultas simples, e se direcionam apenas aos idosos e pessoas abaixo da linha da pobreza – pensava que não havia pessoas abaixo da linha da pobreza no país das maravilhas? Tem e tem muita, infelizmente. 

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Resumidamente, o que diferencia a saúde nos EUA e no Brasil é basicamente o domínio do setor privado nesse “mercado” e o não oferecimento de cobertura universal. Segundo autora que estuda essa temática: “As condições impostas para poder apresentar esse "certificado de pobreza" são tantas que milhares de pessoas mesmo com problemas de necessidades básicas não se qualificam para esse seguro”. 

Mas por que tu estás escrevendo tudo isso, Ana? Porque eu hoje quero usar o espaço dessa miscelânea para lembrar a cada leitor e a cada leitora que temos no Brasil um Sistema Único de Saúde que oferece atendimento público e gratuito para toda a população. Sim, eu sei que passaram pela cabeça de vocês nesse momento questionamentos sobre a qualidade do serviço oferecido ou a forma como esse serviço sofre com desvios e com corrupção.

 Obviamente, não sendo hipócrita, tenho consciência dos muitos “defeitos e falhas” de nosso Sistema de Saúde, porém não posso não deixar de admirar, exaltar e defender o único modo de pessoas sem condições financeiras para pagar por saúde privada terem atendimento e tratamento para suas doenças.  Muitos poderão pensar: nos EUA se paga, mas se tem qualidade no atendimento e blá blá blá... Vale, nesse caso, ressaltar que, não contente com o atendimento do SUS, se tiver condições materiais para tal, a pessoa também pode procurar atendimento privado de saúde. O que não pode é, no complexo de ‘meu umbigo, meu mundo’, achar que todos possuem condições para tal. Conhecemos a realidade de nosso país e sabemos que a grande maioria da população depende do Sistema Único de Saúde; a grande maioria da população não possui condições para pagar por um atendimento particular para tratar suas doenças. E isso não pode e não deve ser, jamais, motivo para que, ou a pessoa se endivide para o resto de sua vida, ou simplesmente morra sem atendimento.  

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Dito isto, quero finalizar esta escrita reafirmando minha crença e minha defesa do Sistema Único de Saúde brasileiro, minha luta contra a privatização de áreas que envolvam diretamente o bem-estar e a vida das pessoas; e demonstrar minha admiração, bem como deixar um agradecimento aos profissionais do SUS, que nesse período pandêmico têm sofrido, junto à população, com o descaso e a má administração da saúde na pandemia. 

 Por fim, quero apenas relembrar a todos e todas a importância de defendermos o SUS e a saúde pública, gratuita e de qualidade. O SUS salva vidas todos os dias!

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Este artigo não representa a opinião do Brasil 247 e é de responsabilidade do colunista.

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