O tempo é revelador da verdade objetiva

O Supremo Tribunal Federal precisa agir com a responsabilidade que lhe cabe, sem manobras e sem modas. O juízes precisam apenas cumprir a constituição. Quesito suficiente para assegurar no mínimo a anulação imediata da condenação sem provas do presidente Lula e a anulação das eleições de 2018

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Na experiência em lidar com a produção do conhecimento em geografia quando estudava solos e a influência dos usos sobre suas características físicos/químicas, adorava explorar os recursos dos aparelhos microscópios, onde os múltiplos recursos de aproximações nos possibilitavam enxergar partículas e reações que jamais poderiam ser vistas e compreendidas a olho nu.

Enquanto as lentes microscopias nos garantem mais detalhes do elemento observado com a aproximação do objeto a nossa visão, no mundo da política o tempo é a lupa no sentido inverso. É preciso distanciar no tempo histórico do episódio ou dos acontecimentos, para ver e compreender a verdade, que muitas vezes não tem nenhuma relação com aquilo que foi exposto através das manchetes de jornais, rádios e decisões judiciais.

Transcorridos cinco anos da operação lava jato, o que se escancara aos olhos nus no Brasil e para o mundo todo é que, a operação Lava Jato, que levou a deposição da presidente Dilma Rousseff sem crime de responsabilidades e a prisão do Presidente LULA sobre alegação de recebimento de vantagens indevidas, também sem provas, não passaram de uma farsa jurídica. Os dois episódios são resultados de conluios políticos entre parte do ministério público e poder judiciário acobertados ou avalizados pela grande mídia, ao arrepio de toda forma de legalidade e princípios ético-morais .

O site The Intercept presta um serviço excepcional ao Brasil e ao mundo, ao divulgar um dos maiores escândalos de violações dos direitos civis individuais, das leis e do estatuto da magistratura, tanto pelo Moro quanto pelo Dallagnol. Esse episódio ajuda ampliar a consciência política, jurídica e a coragem de muitos indecisos a somar na exigência de que a verdade por completo venha a tona. É preciso ainda descobrir, quais foram os agentes públicos que atuaram como sujeitos desse “grande acordo nacional”; indicado por Jucá. Precisamos de respostas, se teve financiamentos, quem pagou e quanto custou toda a operação. E, se há Juízes do Supremo nesse conluio.

É difícil aceitar que sem a conivência ou indiferença da Suprema Corte, a “república de Curitiba” tivesse cometido tantas ilegalidades que cometeu. A exemplo de conduções coercitivas, prisões ilegais, vazamentos seletivos de informações, delações direcionadas, etc.

Quem acompanha, estuda e analisa a política já sabia que a retirada de Dilma e a prisão de Lula eram farsas sustentadas por uma organização de agentes públicos com juízes, procuradores, delegados, generais, parlamentares e imprensa. Sem a participação desses quatro poderes não haveria sustentação para assegurar tanta ilegalidade por tanto tempo.

Diante dessa bomba, só se preserva minimamente o respeito as instituições e a justiça, se ainda que nas aparências, alguma resposta concreta for dada ao povo, que necessariamente tem que passar pela liberação do Lula e afastamento do promotor Deltan Dallagnol e Sergio Moro.

O Supremo Tribunal Federal precisa agir com a responsabilidade que lhe cabe, sem manobras e sem modas. O juízes precisam apenas cumprir a constituição. Quesito suficiente para assegurar no mínimo a anulação imediata da condenação sem provas do presidente Lula e a anulação das eleições de 2018.

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