Obsessão

No meio de tudo isso o presidente se mete a ser o Papa dos evangélicos, ainda que, por definição, os evangélicos não deveriam ter papa

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Uma das definições da palavra obsessão é: compulsão; necessidade intensa para fazer algo ilógico ou insensato.

A Bíblia fala de um rei de Israel que era assim: Saul. Aliás, o primeiro rei.

A sua insensatez o levou a perder o seu reino, começou com ele acreditando que poderia substituir o sumo-sacerdote de Israel na condução do culto a Deus; continuou com a sua caçada ao seu o mais fiel aliado, por ver nele um concorrente à sua notoriedade; e terminou com a sua decisão de levar a cabo uma guerra que ele não poderia vencer, em meio à qual se matou.

Imagine com foi para o povo de Israel, de então, viver sob a liderança de um insano dessa qualidade!

Se você conseguiu imaginar, você chegou perto de compreender o que vivemos hoje no Brasil. Israel ainda tinha uma vantagem sobre nós: o filho de Saul era gente boa!

A gente nunca sabe o que vai acontecer, quando tem um governo desse, mas sabe que será sempre o pior!

Tudo isso já tinha cobrado um preço bastante alto: fim dos direitos trabalhistas; diminuição dos salários; aumento brutal do desemprego; perda da soberania; ter sido tornada uma nação vassala; desastre econômico; mas, como se isso não bastasse, a nossa vida está sendo cobrada como, também, um preço a ser pago pela insensatez da obsessão.

Tudo isso sustentado pelos bancos, que já foram indenizados pelos prejuízos que ainda não tiveram, e, filosoficamente, por empresários para quem a morte de muitos, não justifica o prejuízo de alguns.

Isso sem contar as chantagens: acerca dos militares; do uso que o presidente poderá fazer com a sua possibilidade de convocar e de exonerar ministros; do que poderá acontecer se determinado absurdo econômico não for aprovado; 

E, além disso, tem as diatribes do presidente, dos seus filhos, dos seus ministros…

E, para coroar toda essa angústia, veio a pandemia, o presidente não levou e insiste em não levar a sério; nos isolamos no mundo; nossas vidas estão sendo roubadas; e estamos perdendo os parceiros internacionais: um porque nos traiu, outro porque foi desacatado, e outros porque, simplesmente, não conseguem acreditar no que veem.

No meio de tudo isso o presidente se mete a ser o Papa dos evangélicos, ainda que, por definição, os evangélicos não deveriam ter papa.

E a pergunta que não se cala é: o que nós brasileiros estamos esperando?

Estão reconstruindo a senzala… Temos de tomar a casa grande!

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