Olha lá a Regina e a nata da escória...

"Seria apenas uma cena bizarra de um governo patético, se não fosse também significativa: Regina Duarte, que ainda nem foi nomeada para o cargo de secretária especial de Cultura, estava lá, toda pimpona, de trancinha de menina nos cabelos e sorriso escancarado no rosto", diz o colunista Eric Nepomuceno, membro do grupo Jornalistas pela Democracia

Regina Duarte
Regina Duarte (Foto: Regina Duarte)

Por Eric Nepomuceno, para o Jornalistas pela Democracia - Seria apenas uma cena bizarra de um governo patético, se não fosse também significativa: Regina Duarte, que ainda nem foi nomeada para o cargo de secretária especial de Cultura, estava lá, toda pimpona, de trancinha de menina nos cabelos e sorriso escancarado no rosto. 

A cerimônia era também bizarra: a inauguração oficial da pedra fundamental do que será um colégio cívico-militar em São Paulo. Inaugurar pedra fundamental, cá entre nós, é uma coisa inovadora.

Jair Messias fez o discurso de sempre, sem muito pé e nenhuma cabeça. Aproveitou para desancar os governadores de nordeste que não embarcaram na canoa absurda de militarizar meninos de azul e meninas de rosa entre uma patriotada e uma patetice patriótica.

Até aí, nenhum problema: afinal, Regina Duarte estava cumprindo com certo brilho o papel para o qual foi convidada e aceitou desempenhar. Ou seja, tentar irradiar simpatia ao lado de um presidente irremediavelmente antipático, desequilibrado e grosseiro, em que tudo – a começar pelo sorriso de gesso indo até o que ele fala – parece falso.

O problema é quem mais estava ao seu lado, numa tentativa de Jair Messias de demonstrar apoio: duas das tantas aberrações desse governo tresloucado. Aliás, aberrações das mais aberrantes: o ministro da Educação que comete erros de ortografia quando escreve e de concordância quando fala, Abraham Weintraub, e o de Meio-Ambiente condenado em primeira instância por atropelar a legislação ambiental de São Paulo, Ricardo Salles.

Um, responsável direto pelo pior ENEM da história; o outro, devastador voraz do meio-ambiente. Duas flores do lodo desse governo, dois integrantes exemplares da nata da escória escolhida a dedo por Jair Messias.

Quando se olha a sequência formidável de derrapadas de Regina antes mesmo de virar secretária de verdade, o quadro, que poderia ser risível, se torna um tanto preocupante.

Primeiro, quis homenagear o padroeiro da cidade do Rio de Janeiro, são Sebastião, e estampou a imagem de são Expedido. Bem que tratou de se corrigir, mas aí errou de novo: o aniversário do Rio é dia primeiro de março, o vinte de abril é homenagem ao santo.

Vamos em frente? Ela, sempre nas redes sociais, postou fotos de artistas que estariam apoiando seu futuro ingresso no governo de Jair Messias. Foi tão desmentida que precisou apagar tudo.

Inventou que todo sábado há, em Brasília, a cerimônia de hasteamento da bandeira, uma demonstração imperdível de patriotismo. 

Que nada, é no primeiro domingo de cada mês.

Resumindo: se antes de assumir e com tal de se mostrar feliz no governo ela já fez tanta bobagem, como será quando enfim for nomeada?

Por que diabos estava toda sirigaita ao lado de Weintraub, Salles e o indescritível general Augusto Helena? Como é que alguém consegue ficar feliz da vida ao lado desse trio?

Que eles se mereçam é coisa mais que sabida. 

Que ela também, não, pelo menos até agora. 

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