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André Barroso

Artista plástico da escola de Belas Artes da UFRJ com curso de pós-graduação em Educação e patrimônio cultural e artístico pela UNB. Trabalhou nos jornais O Fluminense, Diário da tarde (MG), Jornal do Sol (BA), O Dia, Jornal do Brasil, Extra e Diário Lance; além do semanário pasquim e colaboração com a Folha de São Paulo e Correio Braziliense. 18h50 pronto

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Olhando para o atentado contra Trump

Trump utiliza o atentado para reforçar sua imagem e mobilizar apoio, enquanto teorias conspiratórias ganham força

Donald Trump (Foto: Reuters)

A semana que terminou com o atentado contra Trump teve o começo da semana com a visita do monarca Charles III. Mas o atentado não pode ser suprimido como notícia passada, como quer o próprio presidente americano. Como um evento com a presença de Trump, que se considera rei, transforma-se em um evento estranho. A começar pelo Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, do qual o presidente americano nunca participou. Como alguém cuja relação com a imprensa sempre foi marcada por hostilidade, com ataques diretos, rotulação de jornais como "inimigos do povo" e tentativas de limitar o acesso de jornalistas. Até o mais belicoso presidente americano participava e se divertia com suas críticas. Por que, nesse momento, ele resolve aceitar? Justo nesse dia...

Para o presidente americano, que está perdendo popularidade até entre seus maiores apoiadores, como a MAGA, e com a eleição do Congresso chegando, ele precisa rapidamente de eventos constantes para mobilizar a opinião pública. A extrema direita sempre usa o artifício emotivo para arrastar a multidão ao seu lado. Vale lembrar que, além da combinação de crise econômica e propaganda nazista, tivemos o Putsch da Cervejaria em 1923, quando Hitler tentou um golpe de Estado em Munique e foi preso. Isso deu toda a publicidade necessária para sua vitória, consolidando sua ideologia. Bolsonaro usou o mal explicado fato da facada em Juiz de Fora. Neste momento, os grandes influenciadores da extrema direita americana, e ligados diretamente ao governo, estão apoiando a construção de um bunker na Casa Branca. Chaya Raichik (Libs of TikTok), Jack Posobiec (comentarista e ativista conservador), Meghan McCain (ex-apresentadora do The View), Tom Fitton e Rudy Giuliani são alguns dos grandes nomes que imediatamente estão em campanha pró-Trump e tentando solidificar aqueles que estavam se retirando do movimento de apoio.

Devemos questionar a capacidade da segurança do presidente. Todos os ataques ocorreram em momentos cruciais. Na campanha presidencial, houve um tiro na orelha de Trump, que ganhou a eleição, e agora na necessidade de crescer com notícias positivas. A orelha está hoje totalmente sarada, mas na época, ao invés de retirarem o presidente, ele aproveitou para tirar fotos e fazer um discurso inflamado. Neste atentado recente, ele foi retirado lentamente do espaço em que estava, após a retirada, primeiro, do vice-presidente, JD Vance. Tudo parece uma grande red flag. E não havia revistas ou detectores de metais, mas houve até spoiler de Karoline Leavitt dizendo que "haveriam alguns disparos hoje à noite". O Irã até publicou um vídeo questionando o atentado.

Após o evento, Trump deu uma entrevista a Norah O'Donnell, jornalista da CBS, que revelou a carta-manifesto de Cole Tomas Allen, que era um assíduo visitante de Israel e amigo do diretor do FBI, Kash Patel. Ele cita um ódio a um presidente belicoso, traidor e pedófilo, citando as relações com Epstein. Esse momento, ele apenas rebate com xingamentos diretamente à imprensa. Novamente, ele se mostra contra a imprensa crítica ao seu governo. Não satisfeito, ainda pediu a cabeça do humorista Jimmy Kimmel. E, apesar de uma situação cheia de buracos, a imprensa americana coloca que sete em cada dez cidadãos acreditam que o atentado foi uma montagem para alavancar a popularidade.

Além das várias teorias da conspiração sendo criadas, o Globo de Ouro vai para o fato de que o atirador, Cole Allen, fez estágio na NASA em 2014. Uma conta no X com o nome Henry Martinez postou "COLE ALLEN" em um único post em dezembro de 2023, e a hora do post é a mesma hora que aconteceu o atentado contra Trump. Henry Martinez publicou um artigo em 2014 chamado Study on Quality in 3D Digitisation of Tangible Cultural Heritage, pela empresa Time Machine.

Em tempos de eleição no Brasil, com Trump interessado em entrar com tudo na América Latina, é bom ficarmos atentos às Inteligências Artificiais e ao teatro que sempre é feito para criar fakes com proveito próprio.

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* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.