Onde Mário Frias cresceu, a coragem não dura um minuto

O que esperar de um governo, que está muito mais preocupado em provocar ataques a humoristas, do que promover ações de combate a essa terrível pandemia e salvar as vidas que possam ser dizimadas por ela?

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“Vou desafiar você. Hora de sonhar. Agora estamos juntos. Vem! Hora de jogar. Vem pra cá! Chega mais! Vem viajar! A melhor viagem você vai ganhar” É isso aí, galera! Está entrando no ar “A melhor viagem” do governo federal, capitaneada pelo secretário de cultura, Mário Frias. A censura do humor crítico. Primeiro, eu vou desafiar você que lê este artigo, a escrever uma letra tão ruim quanto a da música de abertura desse programa, que era cantada por Mário, que, com a mesma licença poética, também apresentava e dirigia o game show que ia ao ar nas tardes domingos pela Rede TV. Acho que uma paródia do Marcelo Adnet, ficaria melhor do que o original. Falando em Adnet...

Acho que Mário Frias tentou nos dar um recado subliminar ao atacá-lo, após ver-se parodiado numa esquete do humorista. Méritos para ele, por não ter revelado suas intenções de forma tão direta, como fez Roberto Alvim em seu pronunciamento psicografado por Joseph Goebbels e que lhe rendeu a demissão do cargo. Raciocinando com a bíles, o que é peculiar aos bolsonaristas, o ator, que agora interpreta o personagem de secretário da cultura do governo Bolsonaro, tenta impor a censura através de uma nada sutil maneira de desqualificar o trabalho de Adnet. Que, diga-se de passagem, dado ao seu talento e genialidade, é capaz de produzir conteúdos melhores do que tem apresentado no seu “Sinta-se em casa”. Mas, isso é outra história. 

Voltemos ao Mário e à sua versão Roberto Alvim de banho tomado. Em sua missiva via Instagram direcionada à Adnet, o secretário o chamou de “garoto frouxo e sem futuro”, “criatura imunda”, “palhaço decadente”, “Judas que traiu a esposa” e finalizou dizendo que: “Onde eu cresci ele não durava um minuto. Bobão!” A última frase parece ter sido o desabafo de alguém que enfrentou muitas agruras sociais para estabelecer-se na vida. Só que não! Mário, o secretário, que também é surfista, cresceu nos arredores dos jardins oceânicos e babilônicos da Barra da Tijuca, bairro de gente rica e marrenta do Rio de Janeiro. Uma espécie de mini república bolsonarista no Brasil. 

Ou seja, Mário Frias é um típico garoto playboy carioca frouxo, que espalha que pegou metade das mulheres do condomínio. Talvez, tenha sido ele o professor de sexy appeal do filho 04 do presidente. O Dom Renan garanhão do Vivendas da Barra. Onde Mário cresceu, pobre é que não dura nem um minuto. A não ser, que esteja uniformizado, de crachá e prestando serviços para algum morador da região. Assim como no programa que apresentava, Mário está em sua melhor viagem. E, mesmo sendo na maionese, o seu cargo lhe favorece agir com covardia, para atacar, por puro ressentimento, aqueles que um dia não o valorizaram como artista. E não foram poucos.

Mário pode muito bem ser aquele da piada, que está atrás do armário pronto para “comer” quem perguntar quem é ele. E começou por Adnet, contando com o apoio da SECOM. A secretária de comunicação do governo federal, desandou a twittar indiretas, ofensas e reprimendas ao “rival”, como se o perfil do órgão estivesse sendo gerenciado pelos fãs da Anitta, numa guerra contra os fãs da Ludmilla. Uma vergonha do tamanho da prancha que Mário costuma pegar onda nas praias da Barra da Tijuca. E o twitteiro federal ganha para isso. E não é pouco. Garanto a vocês.

A tentativa de enquadrar Marcelo Adnet, é extensiva aos demais humoristas que criticam o atual governo. Seria bom que todos se unissem e criassem uma sátira contra essa tentativa de censura. Eu gostaria de saber o que o apresentador Marcelo Tás está achando sobre isso, já que ele também tentou enquadrar Adnet no “Roda Viva”, dizendo que em Cuba era proibido fazer humor. Lembro que nos governos Lula e Dilma, os ditadores comunistas vermelhos que transformaram o Brasil numa Venezuela, a liberdade de expressão era tão censurada, que confeccionaram um adesivo para tanque de combustível de carros, simulando a imagem da presidente Dilma de pernas abertas, onde a mangueira de abastecimento seria injetada.

O que deveria ter sido motivo de prisão para o criador do adesivo e para os usuários do mesmo, virou motivo de chacota. Até os bolsonaristas, adeptos do humor tradicional e cristão direcionado à família brasileira, acharam engraçado e colaram em seus carros. Não duvido de que Mário Frias estivesse entre eles. Eu posso fazer o diabo, mas o inferno sempre será os outros. Esse é o raciocínio dessa gente. A cultura do país nunca esteve em tão maus lençóis. E, enquanto Bolsonaro for presidente, não haverá nenhuma melhora. A ordem é destruir tudo que não se alinhe ao fascismo que Bolsonaro representa.

O que esperar de um governo, que está muito mais preocupado em provocar ataques a humoristas, do que promover ações de combate a essa terrível pandemia e salvar as vidas que possam ser dizimadas por ela? Preferem criar mais uma cortina de fumaça, chamando a atenção para o perigo que seus inimigos imaginários representam ao país, do que agirem para evitar que o maior inimigo do povo nesse momento, o vírus, cause mais estragos na sociedade. Palhaçada decadente é nomear um veterinário como responsável pela imunização da população. Só uma criatura bem imunda o faria nesse momento.

Mário Frias, como todo garoto frouxo, limitou os comentários em sua postagem no Instagram. Normal para quem não soube lidar com uma simples paródia. Argumentos e questionamentos mais contundentes o fariam entrar em desespero. Parece que onde ele cresceu, a coragem também não dura nem um minuto.

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