Oposição deveria seguir conselho de Edvaldo e descer do palanque

É óbvio que a oposição tem o direito de exercer o seu papel fiscalizador e o deve fazer sempre. No entanto, o que se tem visto em Aracaju é uma saraivada de atitudes apressadas cujo intuito claro é confundir a opinião pública, criando factóides

É óbvio que a oposição tem o direito de exercer o seu papel fiscalizador e o deve fazer sempre. No entanto, o que se tem visto em Aracaju é uma saraivada de atitudes apressadas cujo intuito claro é confundir a opinião pública, criando factóides
É óbvio que a oposição tem o direito de exercer o seu papel fiscalizador e o deve fazer sempre. No entanto, o que se tem visto em Aracaju é uma saraivada de atitudes apressadas cujo intuito claro é confundir a opinião pública, criando factóides (Foto: Valter Lima)

Na condição de prefeito de Aracaju há apenas 17 dias, Edvaldo Nogueira já foi alvo de uma série de ataques dos seus adversários, que até hoje não aceitaram a derrota nas urnas em outubro passado. Com experiência de quem comandou a prefeitura da capital por quase sete anos, o gestor municipal parece não se incomodar com o discurso oposicionista. Ao contrário disso, atua na construção de uma agenda positiva diária, que tem encontrado eco na sociedade. Deve ser isso, inclusive, o que está incomodando tanto os Valadares e companhia limitada.

Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (17), quando lançou o programa "Agora Aracaju vai ficar limpa", Edvaldo disse que a oposição precisa descer do palanque eleitoral. "Eu já desci do palanque. Quem quiser continuar falando e discutindo, eu não vou responder. Eu estou agora pisando no chão do Santa Maria, para ver o que posso fazer de melhor pelas pessoas que estão aqui. Este é o meu trabalho, é para isso que o povo me elegeu, para resolver os graves problemas deixados pelo ex-prefeito", disse ele, que realizou a primeira ação do programa de recolhimento de entulhos no bairro Santa Maria.

O tom da declaração, como é próprio do atual prefeito da cidade, manteve o alto nível, sem descambar para as grosserias tão comuns no meio político. Edvaldo fez um apelo a todos os políticos sergipanos para que se unam em prol da capital. "Precisamos de todos para retomar o desenvolvimento e o progresso de Aracaju. Eu, inclusive, quero dizer que quando retomar as atividades do Congresso Nacional, vou colocar um terno e uma gravata e vou procurar todos os deputados federais e senadores de Sergipe, para discutir a liberação da emenda de bancada de R$ 124 milhões, para que todos que me ajudem a tornar Aracaju uma cidade cada vez mais bonita, feliz e organizada", ressaltou.

O prefeito não perdeu a oportunidade de dar uma cutucada na oposição. Questionado sobre o encontro com o presidente Michel Temer na semana passada, o prefeito disse que os seus adversários, que afirmaram na campanha que ele não teria prestígio com o governo federal, "quebraram a cara".

"A oposição dizia na campanha que, se eu ganhasse a eleição, não ia conseguir recursos para Aracaju, porque o meu partido e o partido da vice-prefeita eram contra o governo. Mas os meus adversários quebraram a cara. Procurei o presidente, consegui uma audiência, que, inclusive, já deu frutos, que eu irei anunciar em breve. Ontem mesmo recebi o telefonema do ministro Eliseu Padilha, então a oposição pensa que só ela sabe fazer política. Eu sei fazer política também, eu tenho prestígio político", disse.

É óbvio que a oposição tem o direito de exercer o seu papel fiscalizador e o deve fazer sempre. No entanto, o que se tem visto em Aracaju é uma saraivada de atitudes apressadas cujo intuito claro é confundir a opinião pública, criando factóides. A estratégia pode até causar algum desgaste na imagem de Edvaldo, mas isso, considerando que a gestão ainda está em seu início, deve ser provisório uma vez que o natural é que o prefeito ganhe musculatura com o andamento das ações do seu governo, o que tende a levar a oposição ao descrédito.

Foto: Janaína Santos

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