Os aviões que caem e os que derrubam presidentes

Aviões e política têm se conectado de forma macabra no Brasil. Em 2014, o avião que transportava o candidato ao Planalto Eduardo Campos caiu no litoral paulista. No início desse ano, foi a vez do Ministro Teori Zavascki perder a vida em outro acidente aéreo. Agora, mais um jatinho promete impactar fortemente o cenário político. Não por cair, mas por ajudar a derrubar o presidente Michel Temer

Aviões e política têm se conectado de forma macabra no Brasil. Em 2014, o avião que transportava o candidato ao Planalto Eduardo Campos caiu no litoral paulista. No início desse ano, foi a vez do Ministro Teori Zavascki perder a vida em outro acidente aéreo. Agora, mais um jatinho promete impactar fortemente o cenário político. Não por cair, mas por ajudar a derrubar o presidente Michel Temer
Aviões e política têm se conectado de forma macabra no Brasil. Em 2014, o avião que transportava o candidato ao Planalto Eduardo Campos caiu no litoral paulista. No início desse ano, foi a vez do Ministro Teori Zavascki perder a vida em outro acidente aéreo. Agora, mais um jatinho promete impactar fortemente o cenário político. Não por cair, mas por ajudar a derrubar o presidente Michel Temer (Foto: Guilherme Coutinho)

São tempos estranhos. Aviões e política têm se conectado de forma macabra no Brasil. Em 2014, o avião que transportava o candidato ao Planalto Eduardo Campos caiu no litoral paulista, às vésperas do pleito, sem deixar sobreviventes. No início desse ano, foi a vez do Ministro Teori Zavascki perder a vida em outro acidente aéreo, no litoral carioca. Agora, mais um jatinho promete impactar fortemente o cenário político. Não por cair, mas por ajudar a derrubar o presidente Michel Temer.

Michel foi acusado de utilizar o jatinho particular de Joesley Batista, dono da JBS, em uma viagem particular, em 2011, quando ocupava o cargo que lhe era devido, de Vice-Presidente (decorativo). No afã de negar proximidade com o corruptor bilionário, o Presidente se apressou em negar a referida viagem. Esforço vão. O diário de bordo da aeronave comprovou a viagem de Temer e Marcela a Comandatuba, no dia 12 de janeiro daquele ano. O Presidente precisaria arremeter e prestar novas explicações à nação.

A nova versão de Michel também não foi convincente. Dessa vez, ele afirmou que viajou na aeronave, porém desconhecendo seu proprietário. O tombo da história foi rápido. Joesley afirmou que Temer sabia quem era o dono e que chegou a ligar para sua mãe, Dona Flora Batista, para agradecer ornamentos de flores que decoravam o jato em homenagem à Marcela. Temer mentiu que não era próximo à família Batista, prestou duas informações falsas sobre o voo e perdeu qualquer chance de desqualificar a gravação onde aparece, entre outras coisas, comprando o silêncio de Cunha e acertando valores de propina.

Muitas coisas continuam obscuras sobre os acidentes de Teori e Eduardo Campos. As investigações não prestaram à população todas as informações que ela teria o direito de saber, pela importância política dos dois casos. Nos resta agora esperar que o caso Temer tenha uma conclusão justa e com as consequências esperadas para um incidente com essa gravidade. O voo de Michel pelo Planalto chegou ao fim, de forma melancólica e repulsiva. E a caixa preta já foi aberta e escancarada para toda nação.

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