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Camilo Irineu Quartarollo

Autor de nove livros, químico, professor de química, com formação parcial em teologia e filosofia.

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Os céus de Allah

Ora, as bravatas de Trump não vale uma bosta de camelo.=

Donald Trump (Foto: Reuters/Nathan Howard)

Ecoam silêncios de mil e uma noites nas palavras dormidas, o silêncio é benéfico à verdade. Ao fim, os céus infinitos estarão lá na alma do povo. Os beduínos caminham de sandálias a passos de dromedário, por longas distâncias entre dunas e estrelas e, quando sentam em volta da fogueira refestelam-se, levantam, dançam e cantam ao som de flautas e pandeiros.  Ora, as bravatas de Trump não vale uma bosta de camelo.

O Irã destruiu sete radares americanos. O sistema de defesa israelense de última geração se tornou obsoleto diante dos ataques persa. Na semana passada, o Irã derrubou três grandes aeronaves adversárias, os famosos F-35 e atingiu pontos estratégicos. As suas aeronaves “caíram”, dizem os americanos... mas não que foram derrubadas. 

O canal de Ormuz foi fechado seletivamente pelos persas, a garganta de quarenta e oito quilômetros é vigiada e protegida por minas submersas, por ataques rápidos de lanchas em grupo, chamadas de mosquito, e por drones de superfície e subaquáticos. Armas mui baratas que avariam e destroem vultosos porta-aviões e armas do tio Sam. Todavia, a passagem foi franqueada às nações amigas do Irã, somente a estas. Não bastasse as perdas americanas de batalhas nos céus, o Irã comercializa o seu petróleo com a China em moeda chinesa, em Yuan, não mais em dólar – isso incomoda muito o MAGA.

Israel não comenta as perdas de soldados em batalha ou de civis que buscam os bunkeres, o que se sabe são de informantes clandestinos, de médicos, enfermeiros, de famílias de moradores. Na região, zombam: os soldados não morrem, mas os hospitais estão cheios de feridos graves que nunca terão alta. 

Desorientado, Trump, disse que a guerra com o Irã é como “um grande jogo de xadrez em altíssimo nível”. “Se oriente, rapaz”, há mais de dois mil anos os persas conhecem o jogo como ninguém, são dotados de argúcia e, pacientes, para dar um xeque-mate. 

Há algumas semanas somente os podcasts das esquerdas noticiavam a robustez do Irã, pela cobertura realista dos fatos. Agora as tevês conservadoras foram obrigadas a deixar o discurso triunfal do Ocidente de lado e começam a mostrar o que não dá mais para esconder. Os Estados Unidos está adernando nessa guerra. 

Do primeiro ministro de Israel Netanyahu, circula que esteja morto em algum ataque. Sumiu dos encontros com líderes internacionais ou mesmo em fotos com Trump. Entretanto, aparece ainda em vídeos de I.A., veiculados inclusive num trabalho grosseiro em que o líder está com seis dedos. Para comprovação de vida, aparece num vídeo dizendo que está vivo. O primeiro ministro chega a confrontar a tese de sua morte ficta dizendo que está com os dedos normais, cinco. Chama a atenção, contudo, o detalhe do nível constante do líquido. Netanyahu gesticula, inclina o copo, mas o líquido dentro não se mexe para as bordas, num indício de que também este possa ser falso.

O governo Trump “subiu no telhado”...

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.