Os estranhos negócios (de família) e o assassinato do papa

Começo pelos negócios de família do senador José Serra (PSDB-SP) outra vez flagrado em suíças operações, mas que, mesmo depois de escândalos diversos, de ambulâncias a hemocentros, de “privataria” a “rodoanéis” e “cento e tantos milhões” na Suíça, continua receber tamanha indulgência da mídia corporativa que não seria dispensada nem a Irmã Dulce

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Não sei se a todas/as acontece, mas há momentos em que sou tomado por certo desalento, um quê de desespero e descrença com o Brasil e seu eterno futuro de grandeza que nunca chega.

Com esse sentimento, me dispus a traçar essas linhas tentando encontrar na pena (Ah! Pena não há mais! Agora, no teclado do computador) algum modo de externar o pessimismo que ora carrego.

Não sem motivos, é certo! Pois, para aqueles/as que se propõem a refletir sobre a Política (com “P” maiúsculo) nesta quadra de nossa história, creio, pouco resta, além do pessimismo e da resistência, pela luta e/ou pelas letras.

Começo pelos negócios de família do senador José Serra (PSDB-SP) outra vez flagrado em suíças operações, mas que, mesmo depois de escândalos diversos, de ambulâncias a hemocentros, de “privataria” a “rodoanéis” e “cento e tantos milhões” na Suíça, continua receber tamanha indulgência da mídia corporativa que não seria dispensada nem a Irmã Dulce!

Não para aí! Temos também uma família de negócios no governo da República. Estranhos negócios, para dizer o mínimo. Com milícias e milicianos de todos os naipes, com escritórios e gabinetes de todos os tipos de crimes, reais, virtuais e/ou de “ódio”.

Negócios estranhos!

Pois, morto o chefe do setor de pistolagem num estranho negócio da PM da Bahia e preso o chefe de operações no negócio do estranho laranjal da família, vem ministro-chefe (pois é, outro chefe) João Otávio Noronha, em outro negócio estranho, “manda pra casa” o preso: talvez, pra cuidar dos estranhos negócios de laranjas!

E parece que cuidar da família dos negócios estranhos é mesmo o negócio do citado ministro, pois, num negócio mais entranho ainda determinou a “soltura” de quem nem preso estava ao conceder “prisão domiciliar” (deveríamos chamar: à domicílio?) para Marcia Oliveira de Aguiar, a foragida “esposa” do “domiciliado” chefe do laranjal.

Desculpem a insistência, mas são estranhos negócios!

E o assassinato do papa?! 

Aqui é que os negócios ficam mais estranhos ainda, pois, começo a acreditar que por mais estranhos que sejam os negócios do procurador Deltan Dallagnol, golpe de estado, palestras, “powerpoints”, Vaza Jato, FBI, “assets sharing” (esse é que deve ser um negócio estanho mesmo!), etc., nada de estranho lhe acontece!

Começo a acreditar que, mesmo se ele assassinasse o papa, o tal CNMP permitiria que algum negócio estranho lhe aconteça. Nem mesmo o estranho negócio de cumprir a Lei! Isso e que lhe seria estanho mesmo!

Entrego os pontos: por mais estranho que esse negócio pareça, tento não me deixar vencer pelo pessimismo!

É estanho!

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