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Fernando Lavieri

Jornalista, com passagens pela IstoÉ e revista Caros Amigos

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Os estudantes conscientizam o mundo

O movimento estudantil brasileiro passa a integrar o esforço global dos jovens contra o genocídio do povo palestino

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Estudantes dos EUA protestam contra genocído na Palestina (Foto: Caitlin Ochs/REUTERS)

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Edward Said (1935-2003), um dos maiores intelectuais palestinos, passou anos nos Estados Unidos trabalhando na docência universitária. Ele explicava que a questão palestina tinha de ser peremptoriamente compreendida no seio da sociedade civil estadunidense para ganhar força por todo o mundo. Muito bem. Tal coisa acontece agora de maneira célere por meio da internet, que mostra, sem filtro, ininterruptamente, o peso da brutalidade israelense e as manifestações dos universitários em apoio aos palestinos.

Pode-se dizer então que hoje boa parte do eleitorado jovem dos EUA está sabendo e passa a engajar-se contra o genocídio palestino perpetrado pelo regime sionista. As ações corajosas dos estudantes nos Estados Unidos, país que é cúmplice de Israel, chamaram atenção de outros graduandos na Europa e América Latina. E é esse o fato principal que tem gerado conscientização a respeito da matança de palestinos e a desmoralização de Israel.

Os estudantes têm razão em protestar. São mais de quarenta mil pessoas mortas, a maioria desses óbitos de mulheres e crianças. As imagens divulgadas nas redes sociais não deixam dúvida alguma sobre o que está acontecendo na Faixa de Gaza, Cisjordânia e em Rafah. Tais cenas têm mudado a percepção a respeito das circunstâncias da barbárie.

Mas e o Brasil? Desde os primeiros momentos de ataques à Gaza, após o dia sete de outubro de 2023, o governo Lula vem em âmbito diplomático defendendo o direito internacional e, por conseguinte, os palestinos. O presidente Lula, aliás, pronunciou-se publicamente contra o genocídio. Os estudantes brasileiros foram estimulados por seus colegas estadunidenses e começam a insurgir-se em quantidade representativa em todo o País, principalmente na Universidade de São Paulo (USP), na capital paulista. Também no Brasil, os acampamentos nos campi foram o modo escolhido por essa comunidade.

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Os estudantes brasileiros sempre estiveram envolvidos nas lutas populares e em favor da classe trabalhadora. Desta vez não é diferente. Em entrevista exclusiva ao 24/7, Manuella Mirella Nunes Silva, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), disse que é fundamental a união da comunidade internacional, incluindo as organizações estudantis como a UNE, para condenar vigorosamente ataques ao povo palestino e exigir um fim imediato da violência. “Além disso, devemos reafirmar nosso apoio ao direito legítimo da população palestina à autodeterminação e a um Estado soberano”, disse ela.

Enfim, os estudantes brasileiros estão remando no mesmo sentido de outros universitários do mundo, ocupando espaços comuns e denunciando o terror sionista. “Com os estudantes e jovens engajados, a pressão sobre os governos deve continuar. Temos de atuar em busca da paz justa e duradoura na região. Isso inclui o fim do cerco a Gaza e respeito pelos direitos humanos dos palestinos”, pontua Manuella.

É como disse Breno Altman, jornalista antissionista, durante o ato solene de lembrança do Nakba (catástrofe, em árabe), na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp), na segunda-feira, dia 14 de maio. A cerimônia estava repleta de autoridades árabes e brasileiras e muita gente anônima preocupada com a situação palestina. “O sionismo foi desmascarado e perdeu a moral. Ele irá cair, há de se ter esperança. Palestina livre!”.

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