Os prejuízos da Operação Lava Jato para o Brasil

A Alemanha é um exemplo fabuloso! Os corruptos alemães são punidos. Mas as empresas não são jogadas no lixo e os empregos são preservados com mais investimentos públicos, justamente para não serem contaminadas pelos atos dos maus executivos e não perder empregos

São Paulo - Polícia Federal chega a construtora Odebrecht na 23ª fase da Operação Lava Jato( Rovena Rosa/Agência Brasil)
São Paulo - Polícia Federal chega a construtora Odebrecht na 23ª fase da Operação Lava Jato( Rovena Rosa/Agência Brasil) (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)

Quando se fala em corrupção, automaticamente, uma das imagens que vem à cabeça é de políticos em festas nababescas em iates ou mansões enormes com seus copos de whisky movidos ao som de gargalhadas sem fim. 

Em 2015, no auge da Operação Lava Jato, quando os ouvidos ficaram moucos para a chamada de atenção sobre as consequências da aventura política que estavam empurrando o Brasil, surgiam números e mais números sobre o "prejuízo" que a corrupção na Petrobras havia produzido. 

As “denúncias” davam conta de que o que havia sido desviado da Petrobrás eram coisas entre 3 e 40 bilhões de reais, o que por si só, dada a diferença gritante entre um número e outro, demonstrava que havia muita fumaça e pouca ou nenhuma vontade de identificar o problema onde ele de fato estava.

Em 9 de outubro de 2015, um procurador sem nome na manchete do Jornal Valor Econômico (que dispensa apresentações) informava sem nenhum critério, mas com muitas convicções, que o prejuízo contra a Petrobrás era de 20 bilhões de reais.

Dois anos e meio mais tarde, em junho de 2018, outra manchete chama a atenção, dessa vez no site GGN, do premiado Jornalista Luis Nassif, com a seguinte manchete:

“BC INJETA 20 BILHÕES DE DÓLARES NO MERCADO PARA SEGURAR DÓLAR QUASE A R$ 4”

O mês de junho de 2018 estava na metade. E somente em junho, o governo de Temer e PSDB pagaram para o "deus mercado" o equivalente a 80 BILHÕES DE REAIS para tentar conter a alta do dólar. Mas a discussão não eram 80 bilhões dados à banca internacional, mas supostos 5 bilhões destinados à corrupção.

Ou seja, mesmo com base nas falácias dos procuradores da República de Curitiba, tínhamos um absurdo sobre qualquer ponto de vista. 

Por amor ao debate, vamos fazer contas com base no que diz o Jornal Valor Econômico: o conjunto da obra dos prejuízos à nação brasileira, depois de tudo peneirado, é de 20 bilhões de reais... mudando isso para dólares, dá um total de U$5,3 bilhões de dólares. Se formos levar em conta as porra-louquices de sites como o Antagonistas, então a cifra passa para um valor de R$ 40 bilhões de reais, sendo em dólares norte americanos, como eles tanto gostam de citar, algo em torno de U$10,5 bilhões de dólares. 

Estes números, tanto do MPF, quanto do Jornal Valor Econômico, como do site Antagonista, são absolutas especulações, pois não se comprovam tais valores nos processos judiciais em andamento, sendo o número mais aproximado, o valor de R$ 3 Bilhões de Reais, o que não é pouco, diga-se de passagem! 

Das muitas coisas faladas e escritas, poucas ou quase nenhuma analisaram nos anos de 2015 a 2019 uma questão central. O resultado prático desta operação para a economia do Brasil. Para efeito de comparação, poderemos ver a forma como países desenvolvidos tratam a questão da corrupção local. 

Pra mim, a Alemanha é um exemplo fabuloso! Os corruptos alemães são punidos. Mas as empresas não são jogadas no lixo e os empregos são preservados com mais investimentos públicos, justamente para não serem contaminadas pelos atos dos maus executivos e não perder empregos.

Fonte: Jornal El Pais: 26/09/2015 – Henrique Muller

ESCÂNDALO DA VOLKSWAGEN 

Os fiascos ‘Made in Germany’  

A fraude da Volkswagen se soma a outros escândalos do setor bancário e da indústria

§ MAN. A montadora, filial da Volkswagen, pagou em 2007 uma multa de 150 milhões de euros devido ao pagamento de propinas na Europa, África e Ásia para vender caminhões e ônibus.

§ Deutsche Bank. O banco foi multado este ano em 2,5 bilhões de dólares por manipular as taxas de juros usadas em empréstimos entre bancos.

* Commerzbank. A instituição pagou 1,45 bilhão de dólares por ter realizado transações com países sob embargo.

Para efeito de comparação com a Petrobrás, o caso Volkswagen e SIEMENS são emblemáticos. Segundo o Ministério Público Federal brasileiro, o valor de propinas distribuído PODE chegar a 10 bilhões de reais, números esses que jamais foram comprovados, embora amplamente divulgados, como no dia 09 de outubro de 2015 na manchete do Jornal O ESTADO DE SÃO PAULO, pelo Procurador Deltan Dellagnol.

“Total de propinas investigadas pela Lava Jato pode chegar a 10 Bilhões, diz procurador”

Estes números jamais foram comprovados, mas a manchete serviu para alardear o fechamento das empreiteiras sob investigação pelos irresponsáveis Procuradores.

*SIEMENS Em 2008, a Siemens foi obrigada a pagar uma multa de cerca de 1 bilhão de dólares (3,9 bilhões de reais) depois de ter sido comprovado que a empresa esteve envolvida em mais de 400 casos de suborno em vários países. 

Já no caso da gigante alemã Volkswagen, as multas por corrupção são mais que comprovadas, senão, vejamos a matéria da Revista FORBES BRASIL de 17 de julho de 2017, intitulada “AS 12 MAIORES MULTAS CORPORATIVAS DA HISTÓRIA”

Em oitavo lugar estava a Volkswagen: US$ 4,3 bilhões

Em 2015, a Volkswagen foi acusada pelo governo dos Estados Unidos de usar um software para burlar resultados de testes de emissão de poluentes em 11 milhões de veículos com motor a diesel em todo o mundo. Nas ruas o programa era desativado, levando o automóvel a poluir acima do nível aceitável. A montadora admitiu a conduta irregular e concordou em pagar, em janeiro deste ano, uma multa de US$ 4,3 bilhões.

Somadas apenas duas empresas alemãs: SIEMENS E VOLKSVAGEN, chegamos ao curioso valor,(somente em multas) de 5,3 Bilhões de Dólares, se somarmos as outras multas aplicadas ao setor financeiro, temos mais 4,15 Bilhões de Dólares, que somados, chegam a incríveis U$ 9,5 Bilhões de Dólares, mas as portas das empresas não fecharam, os empregos foram mantidos e os investimentos públicos continuaram! 

Ou seja, um escândalo comprovadamente o dobro maior que o acusado sem comprovação no caso Petrobrás, não quebrou a Alemanha!

No campo da política, os políticos são excluídos da vida pública pelo caminho que deve ser! Pelo voto e pela responsabilização criminal com base em provas e não em convicções nem armação de juízes. A política não é demonizada, e os partidos são a base de sustentação da construção do ideário da sociedade alemã. Lá se vota primeiramente programas/projetos partidários. A partir daí, os filiados de cada partido, montam uma lista com os nomes de seus representantes e oferecem à sociedade para que haja a escolha de quem representará o povo e assim, a vida segue.

A lava jato trouxe ao Brasil uma cartasse. A corrupção tomou conta da agenda midiática e a lógica do combate à corrupção passou a tomar mais da metade do tempo do Jornal Nacional. Tudo se resumia a um propósito. Destruir a corrupção e com ela, o único partido político responsável por toda a corrupção brasileira. O PT! Para este setor, nenhum outro partido teve destaque sequer pueril, se comparado com o que se escreveu, falou e televisionou sobre os outros partidos, como por exemplo, PSDB, PP, PMDB, PSD, PTB, PRB e tantos outros. Só interessava o PT.

Manchetes e mais manchetes de jornais, sites, revistas, milhares de horas de programação de rádio e outro tanto em horas de televisão, tirando o alicerce da construção política do País, conseguiu até agora, produzir o seguinte:

14 milhões de desempregados, a recuperação de menos 1/3 dos supostos 5 Bilhões de Reais do valor hipoteticamente desviado, a imensa maioria dos delatores, que foram os maiores corruptores, soltos ou em prisões domiciliares com o conforto dos reis e o país mergulhado no caos político e a beira da bancarrota econômica. Este é o saldo da aventura do Power Point irresponsável de Dellagnol e de seu chefe e herói, quase um conge, Sergio Moro.  

O único político de envergadura nacional preso, é Lula, contra quem não conseguiram provas, mas que num processo que beira o kafkiano, o apartamento Triplex do Guarujá passou a ser a única referência de corrupção. Nem mesmo dinheiro encontrado no apartamento de Geddel, que daria para comprar pela cotação da imobiliária de Sergio Moro, ao menos 25 apartamentos Triplex, conseguiram convencer a imprensa e o judiciário brasileiro que a corrupção foi o motivo do golpe contra Dilma, e não o contrário.

Por isso prenderam Lula. Para que ele fosse impedido de disputar as eleições de 2018. Ao fim, o objetivo foi alcançado. Tirar o Pré Sal do controle da sociedade brasileira, entregar toda a riqueza aos Estados Unidos e países de primeiro mundo e voltar a ser o que era quando governado pela elite brasileira. Uma república das bananas, governado por um aliado de milicianos, tendo no Ministério da Justiça o maior de todos os irresponsáveis por todo esse desemprego: Sergio Moro.

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