Padilha cala; quem cala consente

"Padilha escolheu a pior resposta que poderia ter dado às graves acusações de Yunes: o silêncio. Ele se esqueceu da velha máxima: 'quem cala, consente'. Ao se calar, Padilha consente com a versão de Yunes, segundo a qual ele (Padilha) pediu, por telefone, em maio de 2014, que Yunes recebesse em seu escritório uma pessoa que lhe traria um pacote com documentos", analisa Alex Solnik; "Se mentiram, Padilha tem que dizer logo que é mentira com toda a veemência, mas detalhadamente, sem fugir a nenhuma pergunta, antes que essa 'mentira' se cristalize como verdade. Se disseram a verdade é melhor ele pedir o boné porque, mais cedo ou mais tarde, as provas vão aparecer", afirma

"Padilha escolheu a pior resposta que poderia ter dado às graves acusações de Yunes: o silêncio. Ele se esqueceu da velha máxima: 'quem cala, consente'. Ao se calar, Padilha consente com a versão de Yunes, segundo a qual ele (Padilha) pediu, por telefone, em maio de 2014, que Yunes recebesse em seu escritório uma pessoa que lhe traria um pacote com documentos", analisa Alex Solnik; "Se mentiram, Padilha tem que dizer logo que é mentira com toda a veemência, mas detalhadamente, sem fugir a nenhuma pergunta, antes que essa 'mentira' se cristalize como verdade. Se disseram a verdade é melhor ele pedir o boné porque, mais cedo ou mais tarde, as provas vão aparecer", afirma
"Padilha escolheu a pior resposta que poderia ter dado às graves acusações de Yunes: o silêncio. Ele se esqueceu da velha máxima: 'quem cala, consente'. Ao se calar, Padilha consente com a versão de Yunes, segundo a qual ele (Padilha) pediu, por telefone, em maio de 2014, que Yunes recebesse em seu escritório uma pessoa que lhe traria um pacote com documentos", analisa Alex Solnik; "Se mentiram, Padilha tem que dizer logo que é mentira com toda a veemência, mas detalhadamente, sem fugir a nenhuma pergunta, antes que essa 'mentira' se cristalize como verdade. Se disseram a verdade é melhor ele pedir o boné porque, mais cedo ou mais tarde, as provas vão aparecer", afirma (Foto: Alex Solnik)

Padilha escolheu a pior resposta que poderia ter dado às graves acusações de Yunes: o silêncio.

Ele se esqueceu da velha máxima: "quem cala, consente".

Ao se calar, Padilha consente com a versão de Yunes, segundo a qual ele (Padilha) pediu, por telefone, em maio de 2014, que Yunes recebesse em seu escritório uma pessoa que lhe traria um pacote com documentos.

Essa pessoa que, segundo Yunes teria sido Lucio Bolonha Funaro, operador de Eduardo Cunha trouxe, na verdade, um pacote com parte do dinheiro acertado num jantar entre Padilha, Temer, Marcelo Odebrecht e um ex-diretor da Odebrecht Claudio Melo Filho no dia 28 de maio de 2014.

Yunes disse publicamente ter sido "mula" de Padilha, expressão muito utilizada no mundo do tráfico internacional de drogas. Por ser amigo de Temer e não de Padilha, por atuar em São Paulo e não em Porto Alegre surgiram dúvidas se Yunes não foi "mula" de Temer.

Ao se calar, Padilha concorda com a versão de que utilizou Yunes como "mula" e deixa em aberto especulações em torno da participação de Temer nessa operação completamente à margem da lei.

Ao se calar, Padilha consente com a versão do ex-diretor José de Carvalho Filho de que ele era o responsável pela logística da entrega dos valores e lhe repassou senhas com as quais resgataria – e resgatou -o dinheiro acertado no jantar.

No regime democrático os funcionários de um governo são empregados de toda a população, que lhes paga o salário e as mordomias inclusas e devem explicações sempre que sua conduta é questionada.

Padilha não pode deixar de ficar de um dos lados, a não ser que no seu entender não estejamos numa democracia. Ou Yunes, Marcelo Odebrecht e dois ex-diretores da Odebrecht mentiram a seu respeito ou disseram a verdade.

Se mentiram, Padilha tem que dizer logo que é mentira com toda a veemência, mas detalhadamente, sem fugir a nenhuma pergunta, antes que essa "mentira" se cristalize como verdade.

Se disseram a verdade é melhor ele pedir o boné porque, mais cedo ou mais tarde, as provas vão aparecer.

Padilha pode achar que será bem tarde, de preferência depois de 2018, e vai fazer de tudo para que o seu desejo se realize, mas nunca se sabe.

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