Para o mundo que eu quero descer!

Nos anos de 1970, o cantor e compositor Silvio Brito fez uma singular balada, ironizando a situação do Brasil naquele período, à qual deu o nome de “Pare o mundo que eu quero descer”

O histerismo ideológico do clã Jair Messias e seus seguidores
O histerismo ideológico do clã Jair Messias e seus seguidores (Foto: Tânia Rêgo - ABR)

Nos anos de 1970, o cantor e compositor Silvio Brito fez uma singular balada, ironizando a situação do Brasil naquele período, à qual deu o nome de “Pare o mundo que eu quero descer”.

Analisando as notícias e os assuntos mais badalados da semana que ora se encerra foi exatamente a imagem que me veio à cabeça: “pare o mundo que eu quero descer”! 

A semana começou com o desconcertante discurso do presidente Jair Bolsonaro na Assembleia Geral das Nações Unidas marcado pela grosseria, pelo destempero, por uma agressividade banal e sem significado, pelas mentiras, pela falácias, pelas “fake news”. Aliás, prática comum ao bolsonarismo. 

O presidente, sem demonstrar qualquer preocupação com a imagem do Brasil e, por decorrência, com os impactos geopolíticos e econômicos de suas falas ante o mundo, mostrou total de despreparo para função que exerce; mal dava conta de ler o texto que alguém lhe escreveu: era desesperador vê-lo se espremendo para tentar decifrar letras e palavras. Pare o mundo que eu quero descer!

Não parou por aí! No dia seguinte, a pretexto de defender o “senhor presidente” que apoia irracionalmente, o radialista Gustavo Nogueira, que trabalhava em vários órgãos de comunicação em Natal (RN), se pôs, sem menor senso, sem qualquer sensibilidade, sem o menor pudor a ofender ativista sueca Greta Thunberg agredindo-a de um modo escandaloso, misógino, obtuso. 

De modo vil, bateu-se a insinuar que “o problema” (?) da jovem “é a falta de macho” (sic)! É escandaloso imaginar que esse rapaz apresentava programas diários em órgãos de comunicação; é assombroso imaginar o nível que o Brasil chegou: pare o mundo que eu quero descer! 

Mas, isso não foi tudo! Na quarta-feira, mais um julgamento sobre os absurdos da infindável e midiática Operação Lava Jato; esta manipulação grosseira das leis brasileiras com objetivos pecuniários e políticos engendrada pela 13ª Vara da Justiça Federal (de Curitiba) em conluio criminoso com MPF-PR e alguns membros da PF, no STF, assistimos uma vergonhosa exegese da ilegalidade, da irresponsabilidade. 

Na ocasião, o ministro Luís Fux, pousando de presidente da Corte, e se comportando como juiz de rinha, em tremeliques, pôs-se a defender seus apadrinhados, numa vergonhosa operação abafa. Entretanto, o pior veio na quinta-feira, na continuidade do dito julgamento, num insosso rebuscado juridiquês cheio de pasmos e estilismo inócuo, do senhor Luís Roberto Barroso, como sempre, decretou o funeral da Constituição de 1988, ou melhor, anunciou: “la Constitution c'est moi”! 

Me resta, como o poeta, apelar: pare o mundo que eu quero descer! 

Não acabou! Na mesma noite, o ex-procurador-geral da República do Brasil, o Rodrigo Janot, sabe-se lá sob que motivações, que interesses, ou se por absoluto desequilíbrio emocional e psíquico, em entrevista para revista Veja, anunciou ao mundo que entrou armado em uma sessão da Suprema Corte com o fim de dar cabo à vida do ministro Gilmar Mendes, em seguida matar-se “com um tiro na cabeça”! 

Pois é, não há mais limite ao consórcio criminoso instalado em Curitiba, o qual a grande mídia, também associada ao golpismo, decidiu dar o nome de “Lava Jato”: ele decidiu reduzir um país ao nível dos chiqueiros. Como diz Fred Paiva em sua “Notícias do Hospício: o Brasil virou um manicômio na barra sul da terra plana!

Pare o mundo que eu quero descer!

Ao vivo na TV 247 Youtube 247