Passados os tempos eleitorais e iniciados momentos de maior foco no que de fato importa ao povo

Como eleitor de Dilma, tomado pelo espírito da indignação e diante das infâmias do senador tucano derrotado, sinto-me na obrigação, dever e direito em apresentar, junto ao judiciário, representação contra Aécio Neves

Como eleitor de Dilma, tomado pelo espírito da indignação e diante das infâmias do senador tucano derrotado, sinto-me na obrigação, dever e direito em apresentar, junto ao judiciário, representação contra Aécio Neves
Como eleitor de Dilma, tomado pelo espírito da indignação e diante das infâmias do senador tucano derrotado, sinto-me na obrigação, dever e direito em apresentar, junto ao judiciário, representação contra Aécio Neves (Foto: Walmir Damasceno)
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Passados os tempos eleitorais e iniciados momentos de maior foco no que de fato importa ao povo. Ainda reverberam discussões atinentes aos debates eleitorais. O candidato Aécio, derrotado no segundo turno das eleições pela candidata do PT, Dilma Rousseff, em declaração polêmica, disse haver sido derrotado à corrida ao planalto por uma organização criminosa. O fato repercutiu de forma negativa e logo vieram as reações de indignação, como não poderia deixar de ser. O ator José Abreu disse estar disposto a processar Aécio pela declaração, mas antes, o PT irá interpelar o senador para verificar se confirma ter se pronunciado desta forma.

Corretamente interpretada, a declaração gera responsabilidade e possibilidade indenizatória, por quem quer que se sinta ultrajado e possa prova que aderiu à campanha e voto de Dilma, pois a liberdade de expressão esbarra na responsabilidade individual acerca da veracidade e natureza da manifestação. Não acreditamos ser necessário ressaltar que uma pessoa pública desta envergadura, um senador da República, deve responder por suas condutas, palavras e ideologia que alimenta. Não sendo possível mais, a essas alturas e distanciamento do momento da derrota, taxar de fala puramente emocional as palavras proferidas.

A reparação pode inclusive vir pautada na necessidade de desculpas formais e públicas aos ofendidos e em especial ao partido dos trabalhadores. Fato que merece a atenção especial do judiciário que precisa ser acionado para poder se manifestar sobre o fato. Estranho é que muito do que se passa no campo político, muitas vezes passe ao largo das leis que regem a vida de todos os cidadãos nacionais. Como se a tal imunidade política abrigasse também uma irresponsabilidade na conduta e na palavra dos parlamentares.

Portanto é fundamental que se faça valer o elemento legal, para que se discuta publicamente a responsabilidade daqueles que além de serem cidadãos, são formadores de opinião e representantes de uma grande parcela da população, para que se pese e se meça com maior acuidade a forma como se comunica com o povo que o tem como referencial.

Porém, diante de um judiciário muitas vezes conivente e tantas vezes parcial, vejamos quem serão aqueles que irão manifestar sua interpretação jurídica, dando vozes práticas às leis que mesmo existindo são tantas vezes negligenciadas. Esperamos que aqueles de fato se sentiram indignados, dentre os quais me incluo, não deixem o brado de luta no simples vácuo do esquecimento e que tomem uma posição objetiva se o Senador ousar confirmar suas declarações e for corajoso o suficiente para reafirma-las.

Como eleitor de Dilma, tomado pelo espírito da indignação e diante das infâmias do senador tucano derrotado, sinto-me na obrigação, dever e direito em apresentar, junto ao judiciário, representação contra Aécio Neves em face das suas insanas manifestações. Para tanto, já constitui o advogado mineiro Antonio Sergio Santos Rabêllo, com a finalidade de patronar a ação que o caso requer.

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