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Adilson Roberto Gonçalves

Pesquisador científico em Campinas-SP

184 artigos

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Patriotismo contra antidemocráticos

A relação entre os extremistas de direita e o antipatriotismo é evidente

Atos Golpistas de 8 de janeiro de 2023 (Foto: Joedson Alves/Agência Brasil)
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O patriotismo precisa ser celebrado! Infelizmente, apenas aquela estapafúrdia lei municipal da capital gaúcha foi revogada, pois o sentimento de subverter a pátria aos próprios ditames continua arraigado em boa parte da população em todo o país, os chamados bolsonaristas raiz. Não foram poucos em minha cidade os que aplaudiram aquela lei e que apoiariam uma similar aqui. E se dizem paladinos da cultura local!

A relação entre os extremistas de direita e o antipatriotismo é evidente. Estamos vendo o quanto as imprensas alemã e norte-americana estão cuidando da ascensão do neofascismo em seus países e têm a coragem de defender seu banimento. Dizer que as medidas estão tentando tirar alguns partidos do “processo democrático” não está correto, pois ninguém aceita que possa viver um câncer no organismo social. Tais grupos, AfD na Alemanha, Trump nos EUA e o bolsonarismo aqui, não são parte da democracia, isso precisa ficar bem claro. Menos de um século depois, vivenciamos os mesmos argumentos e disputas que levaram ao pior dos regimes que concebemos: o nazifascismo. Banir os antidemocratas já! Esse é o lema. Comecemos localmente com os piores exemplos.

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Até os jornalões estão defendendo que “contra Bolsonaro, nada além da lei”, que reflete que vivemos em um Estado Democrático de Direito e é isso que não nos torna bárbaros, como quiseram que fôssemos. O problema é que contra o ex-presidente, a aplicação da lei não bastou, uma vez que muitos de seus crimes poderiam nem ter acontecido, caso os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia e Arthur Lira, bem como o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, não tivessem se omitido em face a dezenas de denúncias e evidências de outros crimes nos últimos quatro anos. A prisão preventiva de Jair Bolsonaro é mais do que necessária, pois continuaram a ser praticados crimes por ele ou a seu mando, além de possíveis coautores e interlocutores terem sido sistematicamente coagidos. Talvez agora com a delação premiada de Mauro Cid algum avanço aconteça.

Carla Zambelli deve ter o mesmo destino de outros golpistas e antidemocráticos de plantão. A cassação de seu mandato, além de profilático e necessário, deveria ser a primeira de um conjunto, haja vista a quantidade de parlamentares eleitos com posturas antidemocráticas e neofascistas, aparentados ou não com o condenado ex-presidente, já privado de direitos eleitorais. Isso é muito importante, porque o remanescente bolsonarismo não é um simples cacareco. Patriotismo para eles é patrimonialismo. Ou ainda, patriotários na forma, mas patrimonialistas no conteúdo.

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Por fim, relembremos que, para além das dignas comemorações cívicas de setembro, o mês nos lembra do governo Allende no Chile, destruído pelo golpe sangrento de 1973. Um podcast interessante sobre os “Santiago Boys” resgata um aspecto importante daquele avançado experimento progressista na América Latina (https://the-santiago-boys.com/). O termo reacionário é isso: uma reação da direita a avanços explícitos da esquerda. Ouçamos os episódios para entender também o que aconteceu e o que está acontecendo em nosso país.

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