Paulo Guedes e Jair Bolsonaro pisam em cadáveres

Bolsonaro, Guedes e Moro são três cavaleiros do apocalipse, os operadores dos interesses dos que conspiraram contra a democracia. Os três se equivalem em termos de cinismos, mentiras e vigarices

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Uma das marcas mais perceptíveis do presidente Jair Bolsonaro é a sua capacidade de mentir sistematicamente. Ele é a mentira. Sem ela, jamais teria sido presidente da República. Nem sequer teria sido vereador, ou deputado federal. A prova mais evidente dessa constatação é a sua afirmação de quase todos os dias de que em seu governo não há corrupção.

Bolsonaro foi eleito por um processo político varado de corrupção de alto a baixo. Começa por sua conduta no parlamento, passa pelas ligações escusas dele e seus rebentos com o submundo da marginalidade social, e chega ao status quo que organizou a marcha do golpe do impeachment fraudulento contra a presidenta Dilma Rousseff, iniciada com a farsa do “mensalão”.

Os condutores dessa marcha só existem porque vivem da corrupção. O exemplo mais visível é a Operação Lava Jato, comandada por um corrupto notório – e também mitômano –, o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sérgio Moro. Essa organização criminosa surgiu pelas mãos dos mesmos que forjaram o “mensalão”, a extensa malha de negociatas que se organiza como uma floresta de cogumelos ligados pelas mesmas hifas – que se assemelham a raízes, no mundo vegetal – e se apresenta com o nome de mídia brasileira.

Mas o seu vértice, o oráculo de todo esse processo político, é o programa econômico comandado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Esses três cavaleiros do apocalipse são os operadores dos interesses dos que conspiraram contra a democracia desde que Luiz Inácio Lula da Silva galgou a rampa do Palácio do Planalto, como presidente eleito, em 2003. Os três se equivalem em termos de cinismos, mentiras e vigarices.

Um deles, Sérgio Moro, saiu do palco para seguir fiel à facção que lhe deu sustentação à frente da Operação Lava Jato, o Grupo Globo e seus satélites. A novela do vídeo em que estariam provas de que Bolsonaro cometeu crime ao forçar a troca do comando da Polícia Federal (PF), até então sob controle político férreo do lavajatismo de Moro, é apenas o início desse embate.

Bolsonaro exige fidelidade canina de sua equipe de governo, atitude que motivou as demissões dos ex-ministros da Saúde Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich – e o choque de facções que levou Moro a se demitir – e se submete cegamente à receita de Paulo Guedes. O ministro, que não se apresenta sem mentir sobre os gastos e investimentos públicos “nos últimos 40 anos”, reafirma, cotidianamente, que não sai um centavo da montanha de dinheiro do Estado que sustenta a farra financeira por ele gerenciada.

Em seu último pronunciamento, ele disse que a oposição e os governadores têm tentado “subir em cadáveres para arrancar recursos do governo”. Com seu blábláblá sobre a “reconstrução” do país, Guedes atacou mais uma vez o funcionalismo público de maneira sórdida e usou a metáfora do “gigante” que “caiu” para dizer que transferir dinheiro do seu cassino para socorrer as necessidades do povo no isolamento social contra a Covid-19 é “saquear o Brasil”.

Cínico e cruel, enveredou pela seara da medicina ao defender “teste e tratamento” aos que obedecerem a mensagem da morte de Bolsonaro. “Testou, está bom? Segue trabalhando. Está ruim? Tratamento”, receitou, criminosamente. É profundamente triste que o povo brasileiro tenha caído nas mãos desses vermes.  

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