Paulo Guedes propõe transferir tributos para os acionistas das petrolíferas
Guedes fez um discurso silogístico para desonerar as petroleiras que atuam no país
Em coletiva de imprensa convocada por Bolsonaro na noite desta segunda, dia 6, que reunia dentre outros os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados, o Ministro da Economia, Paulo Guedes, fez um discurso silogístico para desonerar as petroleiras que atuam no país.
Com mãos trêmulas, Guedes, ao invés de determinar a mudança da política de preços dos combustíveis promovidos pela Petrobras para, em efeito dominó, reduzir os preços gerais de outras empresas do setor, propôs reduzir a carga tributária da união e dos estados para “reverter à população” uma possível redução dos preços ao consumidor.
Há mais de 1 ano (março/21), o governo federal zerou os tributos para os programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS) e da Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins) para promover redução dos preços do diesel e do gás de cozinha. De lá pra cá o gás de cozinha saiu de R$ 83,00 para R$ 112,00 e o diesel saltou de R$ 4,24 para R$ 6,91.
Enquanto isso, a Petrobrás por exemplo, que havia lucrado R$ 7,1 bilhões em 2020, terminou o ano passado com R$ 106,7 bilhões de lucro líquido. E pior: mais de 95% deste lucro foi transferido aos acionistas, em sua maioria agentes privados do mercado, principalmente internacional.
Esse foi o objetivo exclusivo da coletiva: induzir a erro o parlamento e a sociedade com discurso falacioso que a própria experiência e os números desmentem. Não haverá redução de preços. É mentira.
O episódio do Pis/Cofins mostrou que o objetivo não era reduzir preços e sim diminuir a carga tributária da petrolíferas para, no fim, aumentar a margem de sangria da economia brasileira. Em outras palavras, é pegar o tributo que seria para o cidadão e colocar na mão das petroleiras, incluído a Petrobras pois, assim como Paulo Guedes mantém sua fortuna nos paraísos fiscais, livre da tributação brasileira, é necessário que as petroleiras se beneficiem da mesma astúcia, lucrando o máximo possível enquanto Lula não vem.
* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

