PEC da segregação

A proposta da PEC da desvinculação, aliada a reforma da previdência, sendo aprovadas, coloca os mais empobrecidos sob a determinação de um presente e futuro sem perspectivas, jogado a condição de sempre explorado enquanto jovem e tido como um peso aos olhos capitalistas na velhice.

PEC da segregação
PEC da segregação (Foto: Roberto Parizotti)

Nem mesmo nos maiores e medonhos pesadelos, nós progressistas, podíamos imaginar ficar diante de tamanha monstruosidade e aberração, capaz de utilizar todos os meios para levar o povo à mais precária condição de sobrevivência.

Se passamos por um regime militar, Sarney, Collor, FHC, sofrendo duros açoites fomos cuidados e recebemos a mão estendida na fase PT.
Para destruir tudo aquilo que foi promovido em beneficio do povo o (des) governo bolsonarista, dando continuidade ao governo ilegítimo de Temer, que se diga de passagem, "ninguém sabe, ninguém viu", acrescenta mais um ingrediente nesse bolo azedo que insistem em servir ao Brasil:

A "PEC da desvinculação" que parece ser mais um tentáculo da PEC dos horrores , ( aquela que congela investimentos em segmentos básicos por 20 anos), vem para esmagar e sufocar o pobre. Proposta por Paulo Guedes, então ministro bolsonariano.

Anunciada e vendida pela mídia de forma ofensiva à dignidade humana e menosprezando a nossa inteligência, propõe o ideal neoliberal, o ameaçador e sonho de uma politica excludente o estado mínimo.

A proposta da PEC da desvinculação, aliada a reforma da previdência, sendo aprovadas, coloca os mais empobrecidos sob a determinação de um presente e futuro sem perspectivas, jogado a condição de sempre explorado enquanto jovem e tido como um peso aos olhos capitalistas na velhice.

A PEC como o próprio nome diz, retira a obrigação por parte do Estado, de investimentos em segmentos básicos e garantidos por aquela que está presa ao pelourinho desde o golpe de 2016: A Constituição Federal de 1988.

Diante disso, a proposta bolsonariana alarga a distância entre ricos e pobres além de provocar um Estado onde a premissa válida, no caso da educação, que aqui vou me ater, será: "Ensino de qualidade é para quem paga e paga bem!"

O que isso quer dizer?

Ora, se o Estado deixa de lado a obrigação de investir, repassa para iniciativa privada, que dentro de sua lógica seletiva, escolhe por valor pago.

Os mais empobrecidos, aqueles, que não possuírem condições de custear a educação de seus filhos, muito provavelmente, receberão alguma ajuda de custo que os direcionará às escolas e ensinos mais precários. Ou seja, de acordo com aquilo que vão pagar com a ajuda de custo.

É a mercantilização do ensino, para os professores, profissionais da educação, também , muito certo não será diferente. A desigualdade salarial, é um fator indissociável.

O sistema que quer ser implantado por Bolsonaro e Guedes, e visto com bons olhos por Mourão e toda a rede especuladora capitalista é grande fomentador da segregação e exclusão.

Símbolo da campanha, a ideia de acabar com privilégios sempre foi e agora se confirma em liquidar os direitos adquiridos à base de suor e sangue, dor e perseguição. Os privilégios que tanto gritam se refletem na aposentadoria, educação e proteção contra o trabalho escravo.

Atentos! Esta PEC da segregação também enxerga com muitos maus olhos a saúde, no que concerne ao SUS.

 

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