Pedalada: quando apenas era bom ouvir isso no campo de futebol

Agora sim, falar em pedalada parece que virou negócio sério, do tipo de que transforma um tema em um tabu, quase um atentado violento ao pudor humano. Fazer pode, discutir é que se tornou coisa de fascista fofoqueiro que não olha o próprio formigueiro

Agora sim, falar em pedalada parece que virou negócio sério, do tipo de que transforma um tema em um tabu, quase um atentado violento ao pudor humano. Fazer pode, discutir é que se tornou coisa de fascista fofoqueiro que não olha o próprio formigueiro
Agora sim, falar em pedalada parece que virou negócio sério, do tipo de que transforma um tema em um tabu, quase um atentado violento ao pudor humano. Fazer pode, discutir é que se tornou coisa de fascista fofoqueiro que não olha o próprio formigueiro (Foto: Tonia Galleti)
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Significado da palavra em suas variações políticas.

Para o Prefeito Fernando Haddad, pedalar significa transformar a cidade. Diminuir o tráfego de carros, aumentar a saúde dos paulistanos e mudar a paisagem.

Para muitos idosos, pedalar significa ser atropelado.

Para os ciclistas, pedalar significa pedalar mesmo, isto é, movimentar as pernas em um ritmo cíclico que faz mecanicamente a bicicleta estabelecer um ritmo e uma velocidade, deslocando-se no espaço.

Para os reclamões de plantão, pedalar na cidade de São Paulo, significa uma grande bobagem.

Para os observadores, pedalar na cidade de São Paulo, continua sendo um desafio e tanto, já que, temos ciclovias que começam e terminam sem nenhuma conexão com outras vias, vivemos, ainda, a violência urbana e, o excesso de gordurinhas sedentárias que insistem em sobreviver.

Se formos um pouco mais adiante, pedalar, para o Governo Federal, significa camuflar, escamotear, dar um jeitinho de pagar sem depositar. Sabe como é isso, né? Fazer graça com dinheiro alheio, não responsabilizar-se por seus atos, não agir com integridade e decência ou, como preferem os mais técnicos, não zelar pela coisa pública.

Agora sim, falar em pedalada, parece que virou negócio sério, do tipo de que transforma um tema em um tabu, quase um atentado violento ao pudor humano. Fazer pode, discutir é que se tornou coisa de fascista fofoqueiro que não olha o próprio formigueiro.

Mas nós que somos apenas cidadãos brasileiros, estamos cansados de tanto levar pedaladas, ultimamente, nem o futebol anda concedendo uma folga para nós. Queremos transparência, no governo federal, estadual e municipal, há, e também no futebol, claro. Queremos decência das pessoas que deveriamm zelar por todas as outras.

Ando mesmo é torcendo para que os porquinhos chafurdem tanto na lama que, todos eles se desnudem e se mostrem tal como são. Sem emendas, sem remendos, sem retóricas típicas dos políticos treinados. Nem pela moral, nem pelos bons costumes. Apenas pela transparência. Precisamos saber. Só conseguiremos mudar se soubermos.

Invalidar uma denúncia e uma posição porque o outro está sendo investigado, não me parece democrático e, sim, aristocrático. Isso, não podemos mais aceitar. A manipulação não pode mais fazer as vezes da boa política e da boa governança.

Basta de maniqueísmos. Queremos a verdade ainda que ela nos doa, ainda que ela nos deixe vermelhos de raiva ou de vergonha. Melhor assim do que permanecer apáticos e, amarelos para o resto de nossas vidas.

Vamos tirar a lona do circo e as grades do hospício. Vamos afundar nessa lama. Vamos exaltar a verdade e retirar dela vastas e profundas modificações, aprendizados mesmo que farão da nossa nação, um ligar melhor para se viver.

Lula é um bom político, talvez o melhor de todos, no sentido de manipular e, conseguir fazer o que quer, seja isso bom ou ruim. Dilma não, é péssima política, isso tenho certeza ninguém irá questionar, mas, insisto, estava indo bem no quesito: mostrar a verdade como ela é, sem interferir e sem jogar com a inteligência alheia. Mas parece que isso também acabou.

O futebol brasileiro não anda lá muito auspicioso quando se quer ver as boas pedaladas que animam a torcida. Já na política vê-las tornou-se rotina. E agora José?

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