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Ediel Ribeiro

Jornalista, cartunista e escritor

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Pedro Bandeira e o jabuti

Pedro Bandeira será a personalidade literária do ano da 65ª edição do Prêmio Jabuti

Pedro Bandeira (Foto: Divulgação)
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São Paulo - A arte de Ziraldo me apresentou a Carlos Drummond de Andrade, nos anos 80. Recentemente, o pai do Menino Maluquinho, me apresentou a outro grande nome da literatura: o escritor Pedro Bandeira.

Ziraldo e sua arte tem o poder de aglutinar talentos à sua volta. O ano era 1980. Ziraldo lançava em Ipanema, no Rio de Janeiro, o livro “O Pipoqueiro da Esquina”, ilustrado pelo poeta mineiro. Naquela ocasião, conheci o poeta e ganhei de Drummond uma auto-caricatura com seu autógrafo.

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A convite do cartunista Edra, no início do ano, no aniversário de 90 anos do Zira, tive o prazer de participar, junto com outros artistas, do livro “90 Maluquinhos por Ziraldo”. No livro (Editora Melhoramentos), lançado na Livraria Drummond, em São Paulo, 90 artistas (escritores e cartunistas), rendiam homenagens ao autor.

Lá, tive o prazer de conhecer o talentoso e super-simpático Pedro Bandeira. Trocamos autógrafos e elogios. Já conhecia seus livros. Comprei para os meus filhos, em um sebo, anos atrás, ‘O Dinossauro Que Fazia Au-au’, seu livro infantil de estreia, de 1983. Conhecia o livro, mas não conhecia o autor daquela obra maravilhosa.

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Esta semana, fiquei muito feliz em saber que Pedro Bandeira será a personalidade literária do ano da 65ª edição do Prêmio Jabuti.

Reconhecido como um dos mais influentes autores da literatura infantojuvenil brasileira, Pedro Bandeira recebe a homenagem do Prêmio Jabuti, por sua contribuição para a literatura e a arte.

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Pedro Bandeira de Luna Filho nasceu em 9 de março de 1942, em Santos, no litoral de São Paulo. Filho póstumo de Pedro Bandeira de Luna (seu pai faleceu seis meses antes do seu nascimento, aos 35 anos de idade) e de Hilda Victor dos Santos, começou a carreira artística no teatro amador, ainda em sua cidade natal.

Em 1961 mudou-se para a capital paulista para cursar Publicidade na Universidade de São Paulo. Atuou como professor, ator, diretor, cenógrafo e com teatro de bonecos em teatro profissional, até 1967.

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A carreira no jornalismo e na publicidade começou em 1962, no jornal ‘Última Hora’, sucursal de São Paulo, e mais tarde na Editora Abril, onde a partir de 1972, como freelancer, escreveu para diversas revistas e fascículos.

Seu livro ‘O Dinossauro Que Fazia Au-au’, voltado para as crianças, fez um grande sucesso. Mas foi com ‘A Droga da Obediência’, voltado para adolescentes - título que já vendeu mais 1,6 milhão de exemplares -, que Pedro Bandeira se consagrou.

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A partir de 1983, Pedro Bandeira dedicou-se inteiramente à literatura. Em 1985 lançou ‘O Fantástico Mistério de Feiurinha’, que ganhou o ‘Prêmio Jabuti’ de 1986 e logo se tornou um clássico.

Ao longo de sua carreira, Bandeira escreveu mais de 130 livros - entre contos, poemas e narrativas de diversos gêneros – e já vendeu quase 30 milhões de exemplares. Entre suas obras, destacam-se ‘A Droga da Obediência’ (1984), que originou a série de seis títulos de nome ‘Os Karas’; ‘A Marca de uma Lágrima’ (1985) e ‘O Fantástico Mistério de Feiurinha’ (1986), este último recebeu uma adaptação cinematográfica em 2009.

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Ao longo de sua carreira como escritor, Bandeira recebeu diversos prêmios, incluindo o 28º Prêmio Jabuti, na categoria Literatura Infantil, com ‘O Fantástico Mistério de Feiurinha’ (1986); o Troféu APCA na categoria Livro Juvenil com ‘A Marca de uma Lágrima’ (1986); o Prêmio Adolfo Aizen (Academia Brasileira de Letras e União Brasileira de Escritores) na categoria de Melhor Livro Infantil com ‘Chá de Sumiço’ (1992); 2001: Prêmio da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na categoria Tradução-Informativo com A Princesa e o Pintor (2001) e Prêmio Altamente Recomendável Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil na categoria Reconto com ‘Caras, carinha e caretas – alimentos com sentimentos’ (2001).

Em 2003, Bandeira recebeu o Título de Cidadão Paulistano pela Câmara Municipal de São Paulo. Em 2011, recebeu o Título de Cidadão São Roquense pela Câmara Municipal de São Roque. No ano seguinte, recebeu a Medalha ao Mérito Brás Cubas da Câmara Municipal de Santos.

Bandeira é casado e vive em São Paulo com a esposa e os filhos Rodrigo, Marcelo e Maurício.

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