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Heraldo Campos

Graduado em geologia (1976) pelo Instituto de Geociências e Ciências Exatas (UNESP), mestre em Geologia Geral e de Aplicação (1987) e doutor em Ciências (1993) pela USP. Pós-doutor (2000) pela Universidad Politécnica de Cataluña - UPC e pós-doutorado (2010) pela Escola de Engenharia de São Carlos (USP)

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Pesadelos*

Se a gente enche o bucho de comida antes de dormir, tem pesadelo

Flávio Bolsonaro e Donald Trump (Foto: Reprodução/X/@FlavioBolsonaro)
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Se a gente enche o bucho de comida antes de dormir, tem pesadelo. Se a gente tomar um certo tipo de remédio para afinar o sangue, antes de dormir, tem pesadelo. Se a gente votar errado nas eleições, tem pesadelo.

Com relação as causas dos dois primeiros tipos de pesadelos, a decisão para tentar evitá-los é individual mas, sobre o terceiro tipo, que pode passar um país, por eleger candidatos golpistas, o caos pode acontecer, levar muita gente para o beleleú, e a decisão é coletiva..

Não nos esqueçamos do recente período do governo federal de 2019 a 2022 que, por pouco, não foi extendido para uma outra ditadura como queriam “alguns” civis e militares. Por isso, a recente movimentação da família Bozosaurus rex [1], com sua turma e seus parças, dá sinais de que querem repetir a dose. Será mais um pesadelo que teremos que enfrentar? 

Nunca é demais lembrar que por pouco escapamos de mais um golpe na democracia, tendo como marco truculento o que rolou no dia 08 de janeiro de 2023. Pergunta: será página virada, para ocultar essa outra tentaiva fascista de tomar o poder, com o passo dado pelos mesmos atores junto ao governo dos EUA para, supostamente, intervir no crime organizado no Brasil ou isso é apenas uma cortina de fumaça para encobrir os verdadeiros bandidos, traidores da pátria, da política nacional?

Se o pensamento de Charles Chaplin de que “na vida não temos só sonhos ou só pesadelos, a alternância entre ambos é que faz a realidade” e abre duas possibilidades nos dias de hoje, prefiro ficar bem acordado e votar em candidatos democratas, progressistas, para que os que flertam com a maldade não ganhem espaço nessa difícil caminhada da vida.    

Convenhamos, terrorismo quem faz é Bozosaurus rex e companhia. Perguntas: Por trás dessa cortina de fumaça, quais são os verdadeiros interesses do imperialismo norte-americano no território brasileiro? Terras raras? Petróleo? Águas subterrâneas? Ou uma ocupação territorial nos moldes e espelhando, de fato, o que eles, aparentemente, atacam? 

No nascer do sol, o astro rei, nos enche de esperança para dias melhores, mesmo em dias nublados. E, assim, para fechar esse trecho da música de Jorge Ben Jor “O Dia Que o Sol Declarou o Seu Amor Pela Terra” de 1981 parece que vem a calhar: “Terra terra terra terra amor / Eu sou o sol / Sou eu que brilho / Pra você meu amor / Eu sou o sol / Eu sou o astro rei / A maravilha cósmica / Que Deus fez / Por isso eu lhe dou / De presente / Todo o meu calor / Com muito amor”.

 

Fonte

[1] “Bozosaurus rex, o filme”. Artigo de Heraldo Campos de 20/05/2026.

https://cacamedeirosfilho.blogspot.com/2026/05/bozosaurus-rex-o-filme.html

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.