Pesquisa Datafolha: otimismo entre os ricos, pessismo entre os pobres

As duas únicas áreas do governo cuja avaliação melhorou de forma significativa desde agosto, fora da margem de erro da pesquisa, estão ligadas ao desempenho da economia

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A reprovação ao governo continua elevada, mesmo com a retomada (lenta) da atividade econômica.

É o que principalmente demonstra a nova Pesquisa Datafolha, com 2.948 entrevistas realizadas em 176 municípios de todo o país, em 5 e 6 de dezembro, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança de 95%.

Na semana passada, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) informou que a economia cresceu 0,6% no terceiro trimestre. Aliás, as duas únicas áreas do governo cuja avaliação melhorou de forma significativa desde agosto, fora da margem de erro da pesquisa, estão ligadas ao desempenho da economia. Mas há um senão.

A taxa de desemprego diminuiu, com a criação de novos postos de trabalho. Mas nas regiões mais pobres do país mais da metade dos empregados ocupa vagas informais, sem carteira assinada. Explica-se, portanto, que o otimismo com a economia seja maior entre os mais ricos do que nas camadas mais pobres da população. O mesmo acontece com os índices de popularidade do governo Bolsonaro, maiores entres os mais ricos, menores entres os mais pobres.

Nenhuma surpresa. Os Bolsonaros só pensam no povão na hora do voto.

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