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"Sabemos muito bem que o caminho para o bem estar social e redução das desigualdades já foi trilhado e o seu principal mentor, Lula, é preso político"

(Foto: Ricardo Stuckert)

A desigualdade social voltou a assombrar o país. Não apenas por mostrar um crescimento acentuado, mas por expor a falta de qualquer medida governamental com o objetivo de reduzi-la.

Segundo análise do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, o IPEA, o aumento do abismo de renda no Brasil veio acompanhado do predomínio da informalidade e da lenta recuperação do mercado formal. No atual governo de Jair Bolsonaro, famílias de renda muito baixa estão diminuindo seus ganhos médios, enquanto a população mais rica teve alta salarial. Conforme o IPEA, os rendimentos médios mensais das famílias mais ricas cresceram 1,52% na comparação com o segundo trimestre de 2018, enquanto, para os mais pobres, houve queda de 1,43%. No primeiro semestre deste ano, a população de renda alta já havia apresentado um crescimento de 2,48% em seus ganhos; os mais pobres só tiveram um aumento de 0,1%.

O IPEA atribui o impacto na desigualdade à inflação mais forte nas classes mais baixas, que são mais impactadas pelos reajustes de energia elétrica, tarifas de ônibus e medicamentos. O instituto classifica a população de renda muito baixa aquela que tem rendimentos mensais inferiores a R$ 1.628,70.  Já a renda alta são as de famílias cujos ganhos superam R$ 16.391,58. A Fundação Abrinq atesta que nove milhões de brasileiros entre zero e 14 anos estão vivendo em situação de extrema pobreza – ou seja, passam fome.

Bolsonaro, no entanto, parece desconsiderar o problema, seguindo o padrão negacionista que aplica a outros temas, como as mudanças climáticas e as questões de gênero. Em entrevista à imprensa internacional chegou a dizer que é "mentira" que brasileiras e brasileiros passem fome pelo fato de não ver "corpos esqueléticos" mesmo entre moradores de rua. Para ele, a solução para a pobreza seria resolvida com incentivo ao empreendedorismo - outra maneira de dizer que cada um deve cuidar de si e que, em última análise, o Estado não tem nada a ver com isso. Mas a realidade insiste em apresentar-se.

Nossa desigualdade, de raízes seculares, não pode ser tratada à luz de um ultraliberalismo ultrapassado e desumano. Quando evoca o empreendedorismo a partir dessas convicções, Bolsonaro vê a superação da pobreza como uma questão unicamente pessoal, sob a falsa premissa de que o capitalismo oferece oportunidades para todos, relegando a um segundo plano quesitos importantes como a classe social, a origem, estágios de desenvolvimento de determinada região, acesso à educação e muitos outros fatores.

O empreendedorismo como palavra mágica, aplicada indiscriminadamente, embute, no caso brasileiro, a falta de compromisso do governo com seu povo e torna-se, assim, a pregação do egoísmo, numa espécie de darwinismo social em que casos isolados de pobres que ascendem socialmente, a partir de seus próprios meios, são tratados como regra.

Sabemos muito bem que o caminho para o bem estar social e redução das desigualdades já foi trilhado e o seu principal mentor é preso político. 

Este mesmo caminho foi interrompido por um golpe à nossa democracia e à presidenta eleita, Dilma Rousseff, cujo desfecho, para nosso desprazer, foi a eleição de um governo neofascista que está destruindo todas as conquistas e avanços sociais e desmontando o estado brasileiro.

Cito agora as palavras do companheiro Lula para os desafios atuais: “Mais do que nunca, é necessário intensificar a luta para barrar o projeto destrutivo do governo de extrema direita, que ameaça provocar um retrocesso histórico sem precedentes. Foi na luta social e política que derrotamos a ditadura militar e é na luta democrática e transformadora que vamos derrotar o governo Bolsonaro e a tragédia nacional que ele está causando”.

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