Por que o PT precisa ter candidato à presidência da República

O PT o símbolo da resistência contra quem tomou o poder. O cidadão que repele o fascismo, Bolsonaro, PSDB, PMDB, Temer, de uma longa lista, que se revolta contra os desmandos do Judiciário, tem o PT como sua escolha, como seu representante

apoio a lula
apoio a lula (Foto: Valquer Bicalho)
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Desde o processo farsesco do “mensalão”, passando pelas jornadas de junho de 2013, os embates de 2014, o golpe de 2016, culminando com a prisão de Lula, todas ações protagonizadas pela direita, o alvo foi sempre o PT. O Partido dos Trabalhadores foi eleito como o principal adversário da direita golpista, pois representou a marca simbólica da inclusão de despossuídos de bens materiais e direitos às conquistas mínimas que um ser brasileiro precisa ter em seu país, conquistas que tanto incomodam os conservadores.
 
Portanto, ao PT foi atribuída a responsabilidade pela inclusão do cidadão e cidadã brasileiros, que nunca tiveram, e que passaram a ter, acesso à universidade; respeito quanto à identidade de gênero; direito de ocupar os espaços que antes eram negados àqueles que têm a cor da pele negra; esperança de uma casa própria com o programa Minha Casa Minha Vida; possibilidade de fazer negócios; oportunidade de se vestir com roupas de melhor qualidade e de frequentar novos ambientes; acesso ao lazer; facilidade de locomoção, possibilitando maior integração entre a população. Ao PT foi atribuída a responsabilidade, principalmente, pela inclusão daqueles que de nada dispunham para viver, que alcançaram um mínimo de dignidade com o programa Bolsa-Família. Por isso, se num primeiro momento os ataques da direita conservadora e mídia fragilizaram o Partido dos Trabalhadores, ao longo da batalha o partido cresceu no conceito do povo, da opinião pública. 
 
O PT, como suas principais lideranças como Lula e Dilma, sofreu os ataques reacionários da mídia (Globo, especialmente), da FIESP, ruralistas, associações instrumentadas por institutos ultraconservadores instalados no país, tudo conjugado com interesses internacionais visando às riquezas do Brasil.  Vendeu-se a falsa ideia de que o Partido dos Trabalhadores e seus representantes eram os responsáveis pela corrupção, esse o pretexto para os ataques. Com o passar do tempo, na depuração da população da compreensão de que o que realmente aconteceu foi uma resistência da direita às conquistas dos trabalhadores, de que ódio destilado no Jornal Nacional, Veja e assemelhados apenas tinha por objetivo destruir e desalojar o governo responsável pelos primeiros movimentos em direção a um Brasil menos desigual, aqueles que eram o alvo dos ataques tornaram-se símbolos e agentes da resistência ao golpismo.
 
Portanto, O PT, Lula e Dilma passaram a ser os grandes contendores contra a direita conservadora.
 
Assim, mesmo levando em conta a importância de todos os demais atores envolvidos na resistência ao golpismo - como Psol, Ciro, PC do B, PCO, entre outros - a população não militante não os assimila como os adversários dos golpistas que atuaram e atuam contra os direitos dos trabalhadores. Hoje, esses atores políticos jamais serão vistos como principais lideranças, nem ao menos são identificados como petistas, título atribuído àqueles que, independentemente de filiação partidária, simbolizam a luta contra o governo e a direita reacionária.
 
Ou seja, é o PT o símbolo da resistência contra quem tomou o poder. O cidadão que repele o fascismo, Bolsonaro, PSDB, PMDB, Temer, de uma longa lista, que se revolta contra os desmandos do Judiciário, tem o PT como sua escolha, como seu representante. Outra não é a razão que fez com que o Partido dos Trabalhadores crescesse em filiação e apoio da sociedade: 19% preferem o PT, seguido pelo PSDB com 6% da preferência. Outra também não é a razão para Lula ser líder nas intenções de voto para presidente da República, com ampla margem sobre os outros candidatos, e Dilma a primeira nas pesquisas em Minas Gerais para qualquer cargo que dispute.
 
Por conclusão, cabe dizer que seria uma estultice o Partido dos Trabalhadores não lançar candidato à Presidência da República. Registro minha opinião em sentido contrário, se por acaso houver petistas trabalhando a ideia de apoiar no primeiro turno um candidato que não seja do partido, ou seja, qualquer plano que não tenha Lula como candidato - ou, não sendo ele possível, outro líder do PT -pois representaria um desserviço ao país, ao partido e aos trabalhadores em geral. Pior ainda seria o erro estratégico de lançar no primeiro turno um candidato que não tem identidade com o Partido dos Trabalhadores, já que, repita-se, a população tem nele a principal alternativa contra conservadores e fascistas.
 
No segundo turno, por óbvio, apoio total aos companheiros de partidos de esquerda que eventualmente destaquem-se no pleito contra as forças reacionárias.
 

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