Porto Alegre: a decisão agora está com o povo

Não foi Lula quem foi condenado, ontem, mas o direito do povo de eleger diretamente o seu presidente. Porém, não obstante a vitória da justiça golpista, obtida sob a proteção de enorme aparato policial, esta foi uma vitória de Pirro

Não foi Lula quem foi condenado, ontem, mas o direito do povo de eleger diretamente o seu presidente. Porém, não obstante a vitória da justiça golpista, obtida sob a proteção de enorme aparato policial, esta foi uma vitória de Pirro
Não foi Lula quem foi condenado, ontem, mas o direito do povo de eleger diretamente o seu presidente. Porém, não obstante a vitória da justiça golpista, obtida sob a proteção de enorme aparato policial, esta foi uma vitória de Pirro (Foto: Benedita da Silva)
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Não foi Lula quem foi condenado, ontem, mas o direito do povo de eleger diretamente o seu presidente. Num julgamento farsa, cujo resultado já tinha sido previamente anunciado pela grande mídia, determinados setores do Judiciário e do Ministério Público Federal assumiram abertamente a execução do golpe de 2016. Sua missão principal? Tirar Lula das eleições de 2018, e com ele, o protagonismo do povo brasileiro.

Porém, não obstante a vitória da justiça golpista, obtida sob a proteção de enorme aparato policial, esta foi uma vitória de Pirro. Isto é, o povo brasileiro está acordando rapidamente da anestesia da grande mídia golpista e se mobilizando para exigir o fim do Estado de exceção e o resgate de seus direitos. 

É nisso que reside a força crescente de Lula. Isso é algo que eles não podem impedir, ainda que condenem e mesmo ousem prender Lula. O povo mobilizado ignora julgamentos de exceção e defende Lula candidato como a bandeira da redemocratização do país. Se o 24 de Janeiro vai entrar para a história como o triste dia do avanço fascista do golpe de 2016, ele também será visto como o dia da esperança democrática. O dia da mobilização popular em todo o país e da Rede nacional pela Legalidade Democrática que atingiu milhões de brasileiros, furando o bloqueio da grande mídia.

A condenação sem provas do TRF-4 nos impôs o caminho mais difícil, mas por outro lado deixou muito claro para todos que é nas ruas que se enfrenta o fascismo. E não tenham dúvidas: vamos tornar muito difícil a vida dos golpistas até a vitória da democracia, com Lula presidente.

Sim, Lula Presidente, porque o povo não aceita Plano B. Lula não é mais um candidato. Ele representa a saída democrática da crise, a derrota eleitoral do golpe. Por isso está muito claro que sem Lula a eleição é fraude, uma farsa montada para se tentar legitimar o golpe nas urnas violentadas.

Alguns criticam a suposta passividade de nosso povo. É porque não conhecem a nossa história nem a nossa incrível resistência do dia a dia nas favelas, periferias, quilombos, ocupações e assentamentos. Não consideram importante a tradição de revoltas dos escravos. No próprio dia 24 de Janeiro comemoramos a data da Revolta dos escravos malês, da Bahia, em 1835. Como qualquer povo, o povo brasileiro tem o seu próprio tempo de lutar e nunca deixou de fazê-lo. Os exemplos históricos de Zumbi, Tiradentes, Prestes, Vargas, Goulart, Brizola e o de Lula, da época da ditadura, de sua eleição e agora, estão aí para provar.

Mas igualmente como qualquer outro povo na história, também é passível de ser enganado pelas classes dominantes. Mas o engando é sempre passageiro, pois logo a opressão o faz acordar para a sua dura realidade. É precisamente isso que está acontecendo com o nosso povo, cuja memória dos direitos que tinha no tempo do governo Lula está sendo estimulada rapidamente pelas políticas antipopulares do golpista Temer.

Por isso vemos a decisão injusta do TRF-4, com indignação, mas também com a tranquilidade necessária para continuarmos organizando e ampliando a luta pela democracia, sobretudo pela candidatura de Lula presidente, a heroica bandeira levantada em Porto Alegre, pela grande mobilização nacional do dia 24 de Janeiro.

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