Precisamos conversar sobre as cidades

A maior parte dos impactos, positivos e negativos, que têm na sua vida vêm dos serviços municipais

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Olá, companheiros e companheiras. Tudo bem? Estamos a pouco mais de dois meses da eleição que vai definir os novos prefeitos e vereadores das mais de 5.500 cidades brasileiras. Um pleito extremamente importante, principalmente por acontecer em meio à pandemia da covid-19. 

Diante de tantos acontecimentos, a população está bem afastada da eleição. A impossibilidade de andar pelas ruas, fazendo corpo-a-corpo com os eleitores, também ajuda neste momento “frio” que vivemos. Mas, não se engane. É preciso virar a chave para que o resultado do pleito seja, minimamente, positivo. 

Só que para isso precisamos debater as cidades. Os cofres municipais estão combalidos por causa da queda na receita pública em virtude da retração econômica causada pelo novo coronavírus. Aumentar a receita é um desafio de todo o gestor a partir de 2021. Sem dinheiro, os serviços oferecidos pelas prefeituras podem sofrer uma queda considerável de qualidade. 

Aliás, melhorar o serviço público será um desafio. É preciso entender que a relação do eleitor é com a cidade. A maior parte dos serviços utilizados são municipais. Por isso é preciso debater com os moradores quais melhorias são necessárias para o município. 

E isso passa pelo diálogo e pela organização da base social. Há anos temos dito que perdemos a nossa capacidade de organização. Essa é uma triste verdade. E infelizmente, mesmo com essa constatação, temos dificuldades de criar grupos e fomentar novas lideranças. 

É preciso conversar sobre mobilidade urbana, saúde, educação, cultura, segurança pública, esporte, lazer, desenvolvimento econômico, infraestrutura e outros aspectos que compõem a cidade. Desse diálogo irá sair um plano de governo que seja popular e que represente a realidade e o desejo do povo. 

Vejo, infelizmente, muitos grupos ainda perdendo tempo com discussões sobre 2018 e problemas do passado. Sinceramente, isso não traz nada de positivo para o momento que vivemos. 

Além de debater as cidades, é preciso usar o pleito para enfraquecer o bolsonarismo. Mesmo com a aprovação recorde, sabemos que o governo Jair Bolsonaro é contestado nas ruas. E é preciso derrubar, de antemão, possíveis palanques para a disputa da reeleição. Pelo bem do Brasil e da democracia. 

A perda de prefeitos que o apoiam pode ajudar na desidratação do atual presidente, enfraquecendo-o para a disputa de 2022. Além claro, da possibilidade da criação de novas lideranças que poderão representar o campo progressista nos próximos pleitos. 

Então, meu amigo e minha amiga, desista de discutir cenários nacionais e/ou eleições passadas. Use seu grupo no WhatsApp, no Facebook, ou em outra rede social, para poder traçar ideias para a cidade que vive. E mande estas opiniões para aquele(a) candidato(a) que tem simpatia. Peça para que olhe a proposta e inclua no plano de governo. Mobilize seus amigos para se engajar na campanha deste ano. E mais que isso, permaneça conversando sobre o município que mora. Pois a maior parte dos impactos, positivos e negativos, que têm na sua vida vêm dos serviços municipais. Você fecha comigo nessa? 

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